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William Gomes: os passos da recuperação do extremo portista

Entorse no tornozelo direito obriga o brasileiro a uma reabilitação por etapas. Do controlo da dor à readaptação ao relvado, prioridade é voltar sem comprometer a estabilidade da articulação

Em dia de folga do plantel portista, William Gomes iniciou no domingo o tratamento à lesão sofrida no Funchal. A apreensão em torno do jogador de 20 anos foi evidente desde o momento em que abandonou o relvado dos Barreiros com visíveis queixas, aos 55 minutos do encontro. No final da partida, os dragões esclareceram o cenário através de uma nota oficial no site do clube: William Gomes sofreu uma entorse de grau 2 no tornozelo direito.

O extremo passou assim a integrar o boletim clínico portista, ficando entregue aos cuidados do Departamento de Saúde, que acompanhará de perto a evolução do problema nas próximas semanas.

Irá seguramente falhar as partidas da Champions contra o Betis e o PSV e, embora o desejo seja o de recuperar o mais depressa possível, não vão ser queimadas etapas no processo. O objetivo é ter William Gomes de volta com a mesma explosão que tinha antes da lesão e isso pede tempo.

Em termos clínicos, uma entorse de grau 2 corresponde a uma rutura parcial de um ou mais ligamentos do tornozelo. Embora afaste o cenário mais grave de uma intervenção cirúrgica, exige cuidados acrescidos: a articulação perde temporariamente a sua estabilidade, o que justifica a dor intensa, o inchaço e a incapacidade de manter o apoio no momento da lesão.

No futebol de alta competição, o tempo médio de paragem para este quadro clínico situa-se, em regra, entre as três e as seis semanas. Mas cada caso, é um caso. O processo de reabilitação obedece a um protocolo bem definido que começa pelo controlo da dor e pela redução do edema.

Numa fase subsequente, o trabalho foca-se na fisioterapia para recuperar a mobilidade e fortalecer os músculos envolventes, culminando nos exercícios de propriocepção e na readaptação ao relvado — momento em que o tornozelo volta a ser testado em rotações, arranques e mudanças de direção.

Para um extremo com as caraterísticas explosivas de William Gomes, a aceleração de prazos comporta riscos desnecessários, nomeadamente o de gerar uma instabilidade crónica na articulação. A abordagem do Departamento de Saúde do FC Porto será, por isso, pautada pela cautela, garantindo a consolidação total da lesão antes da reintegração nas opções da equipa.

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