Arbitragem no centro das conversas — tudo como sempre. Foto IMAGO
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Vêm aí três meses e meio de vertigem

Começa agora uma nova fase da época, porventura decisiva, durante a qual cada clube vai saber ao que pode aspirar lá mais para maio. Mas ainda há Seleção...

Pronto: houve a pausa para as seleções, bem mais animada por cá do que é costume mas não exatamente pelas melhores razões. Quer dizer, olhando ao desempenho desportivo da Seleção Nacional pode até falar-se de duas semanas e meia de luxo, mas bem sabemos como isso importa pouco aos adeptos fiéis do futebol de clubes, o que verdadeiramente vende (e compra) direitos televisivos, camisolas, merchandising, jornais, audiências de rádio e cliques online. O assunto do momento foi, pelo menos até anteontem, Cristiano Ronaldo e a sua saída do estágio, mais o eventual regresso que muitos (eu não arriscaria todos) querem.

Entretanto regressou a Liga portuguesa e, com ela, as mais que previsíveis lamúrias sobre alegados erros de arbitragem. Contra os próprios queixosos, o que não deixa de ser mais ou menos normal embora evitável como prática recorrente, mas também — sociologicamnte muito mais interessante — em jogos de terceiros. Nada que não se previsse, tudo como dantes, quartel-geral em Abrantes.

Interessa mais por esta altura, contudo, perceber que se entrou na fase nevrálgica da época. Até final de janeiro (aqui já com o mercado a remexer nos fundamentos) são jogos atrás de jogos e vive-se a fase em que muita coisa fica decidida, ou na qual se decide, pelo menos, quais são os reais objetivos alcançáveis por cada um no final da temporada.

As principais equipas portuguesas parecem estar de saúde e recomendar-se, mas agora começa a vida dos três jogos por semana. É natural que estejam au point, mas também que se preparem para uma previsível quebra física e anímica (sobretudo quem vencer menos) antes do último terço das provas.

Pelo meio ainda haverá nova paragem de seleções, e não falta quem já anteveja Ronaldo a conviver de novo com Jorge Jesus como se nada tivesse sido. Ou não...

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