V. Guimarães: Tiago Margarido pede aos adeptos «ambiente infernal para o adversário»
Alentado por uma vitória na Taça, Tiago Margarido virou atenções para um problema mais bicudo: inverter a série de 5 jogos do Vitória Guimarães sem ganhar na Liga. A equipa não vence desde agosto, altura em que bateu o Nacional, tendo depois experienciado três derrotas(SC Braga, Académico e Benfica) e dois empates (Casa Pia e Moreirense), ocupando um desconfortável 15.º lugar na classificação.
Nova chance surge já esta sexta-feira no D. Afonso Henriques, a abrir a 9.ª jornada, frente ao Marítimo.
Tiago Margarido traçou o caminho para o Vitória regressar aos triunfos e destacou a importância do apoio vindo das bancadas, pedindo ambiente infernal… para o adversário.
«Tenho a certeza absoluta que os nossos adeptos percebem que precisamos muito deles e que vão criar um ambiente infernal para o nosso adversário», disse após ser questionado sobre as críticas após empate com o Moreirense.
«Vão-nos apoiar durante os 90 minutos, vão-nos ajudar nos momentos em que estivermos menos bem. Sei que são adeptos inteligentes e percebem o quanto precisamos deles neste momento, e vão criar um ambiente muito difícil para o nosso adversário. No final terão a oportunidade depois de fazer o seu juízo, mas durante aqueles 90 minutos eu tenho a certeza que vão estar do nosso lado e vão-nos catapultar para grandes momentos durante o jogo», acrescentou.
No plano tático, Tiago Margarido frisou a necessidade de a equipa manter a identidade ofensiva perante um opositor experiente: «A receita passa por continuarmos a jogar o nosso futebol ofensivo. O Marítimo é uma equipa que é muito bem organizada, com experiência, com jogadores que sabem ler muito bem os momentos do jogo. E nós temos que ser fortes, temos que ter a capacidade de ter um jogo ofensivo, como temos tido, um jogo envolvente, com os laterais a criar inúmeros desequilíbrios. Acredito muito que se nós formos fiéis àquilo que temos feito até hoje, vamos conseguir vencer o jogo.»
O treinador assumiu também o objetivo de recuperar o nível exibicional demonstrado em jornadas anteriores, relativizando os desafios mais recentes frente a Moreirense, Benfica e Lamelas, este último a contar para a Taça de Portugal: «No jogo com o Moreirense não tivemos a competência suficiente que temos que ter. O Benfica, obviamente que é um jogo com características muito particulares, e o Lamelas também, porque é um jogo da Taça, que foi jogado num sintético, a nós não estamos tão habituados. Houve uma mudança total naquilo que é o onze inicial, o que levou também a que os jogadores não tivessem tantas rotinas, portanto é um jogo com muitas particularidades e muitas especificidades. Temos que fazer muito mais por comparação com o jogo frente ao Moreirense», garantiu.
No que diz respeito às opções para o onze, Margarido confirmou que Francisco Dias enfrenta uma paragem «mais prolongada» e que Thiago Balieiro permanece em dúvida «até à hora do jogo». Já questionado sobre a continuidade de Lucas Furtado na baliza após a estreia frente ao Lamelas, no lugar de Zych, que fez todos os jogos da Liga, Tiago Margarido manteve a dúvida em aberto: «É uma possibilidade, mas não há uma garantia. Não vou dizer a equipa que vai jogar. Como têm percebido ao longo das jornadas, nós temos mudado muitos jogadores, muitos deles já tiveram oportunidades para começar de início. É uma posição que também é possível que aconteça, mas vamos aguardar até à hora do jogo.»
Despedimentos na Liga
Por fim, Tiago Margarido comentou a recente vaga de chicotadas psicológicas no futebol nacional: «Há uma cultura instalada em Portugal, os treinadores são sempre responsáveis por aquilo que é o sucesso ou o insucesso dos projetos. A verdade é que há muita gente envolvida, desde o primeiro dia até o último dia, numa época desportiva. Em Portugal temos a cultura de uniformizar essa avaliação, esse julgamento, numa única pessoa que é o treinador.»