Pepê tenta travar Sven Mijnans - Foto: Catarina Morais/Kapta+
Pepê tenta travar Sven Mijnans - Foto: Catarina Morais/Kapta+

Um Pepê à vista e um dragão sem resposta (as notas do FC Porto)

As iniciativas do extremo não chegaram para tirar o FC Porto de uma exibição pobre. Zaidu sofreu com Bajraktarevic, meio-campo correu muito atrás do adversário. Froholdt e André Silva estiveram perto do golo
A figura: Pepê (6)

Num jogo pobre do FC Porto, até a escolha do destaque ficou marcada pelas circunstâncias da terceira derrota na Champions. Na realidade, o exercício fez-se pelo lado mais realista: qual dos jogadores manteve a sua matriz, mesmo sem ser determinante? O brasileiro teve, se assim se pode chamar, esse mérito, embora acompanhado da questão de não ter sido decisivo. Procurou, ainda assim, que os companheiros o fossem. Pepê não se deixou apagar naquela primeira imagem arrastada do FC Porto. As iniciativas que foi somando não trouxeram, porém, a erosão esperada ao PSV, que, com o tempo e algum sacrifício, foi sacudindo a pressão dos dragões, sobretudo nos últimos 20 minutos. O extremo ainda agitou o Dragão com um remate que passou rente ao segundo poste — com Borja Sainz quase a chegar para a emenda.

5 Diogo Costa — Viu a baliza ameaçada nos primeiros 45 minutos, mas, nessa fase de domínio do PSV, fez apenas uma defesa, frontal, a remate de Sergiño Dest. Susto valente apanhou quando Bajraktarevic acertou com estrondo no poste, antes do golo de Guus Til. O mesmo Bajraktarevic, num tiro rasteiro, forçou-o a defesa apertada.

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5 Alberto — Com Perisic como principal referência de marcação, foi com Kostic que teve o primeiro amargo de boca: um atraso para Diogo Costa ficou curto e o lateral sérvio acertou no poste. Apesar desse erro, foi sempre tentando reagir à adversidade. Num passe fabuloso de Diogo Costa, picou por cima de Kovár, mas… Dest tirou-lhe a festa. Mais tarde, tentou de longe.

5 Bednarek — Em estreia na Champions, o patrão da defesa portista não teve mãos a medir até ao intervalo, multiplicando-se em diálogos com os companheiros para manter o FC Porto coeso defensivamente.

5 Kiwior — Regular. Procurou manter o equilíbrio do setor, mas não foi capaz, por exemplo, de sair com a mesma qualidade, quer curto, quer através dos seus passes longos. O PSV tinha a lição bem estudada.

4 Zaidu — Titular após oito semanas sem competir, teve um sério problema pela frente: o irreverente Bajraktarevic, um bósnio de 21 anos cheio de virtudes, que lhe roubou a bola, dividiu a defesa portista e abriu caminho ao golo de Til. Nunca seria um jogo fácil. Sem a melhor resistência física, ainda mais difícil se tornou.

5 Pablo Rosario — Abriu a segunda parte com um remate muito forte, com a bola a passar perto da trave. Noite de tarefas múltiplas, quase exclusivamente defensivas, e de preocupação evidente em esvaziar a influência de Til e Sano — sem sucesso, diga-se, apesar da enorme entrega. Cortes importantes do dominicano no auxílio à defesa.

4 Froholdt — Correu muito, mas nem sempre na direção desejada, e a equipa sentiu muito a ausência da chama do dinamarquês. Apareceu com perigo aos 72 minutos, a explorar um erro do PSV. O golo chamou por ele, mas Geertruida, em cima da linha de baliza, não deixou. Foi pouco.

5 Gabri Veiga — Em foco quando arrancou um amarelo a Geertruida, que lhe tocara na cara. Do livre ensaiado resultou apenas um aviso. Correu, esforçou-se, mas o adversário pedia um Gabri superlativo e esse não desfilou no relvado do Dragão. Saiu aos 59’, rendido por Inbeom Hwang.

4 Samu — Ainda longe dos níveis físicos habituais, foi débil na pressão à saída de bola do adversário e nem sempre combinou bem com os companheiros. Mas há que admitir que, com tão pouco coletivo no relvado, a sua tarefa ficou ainda mais complicada.

5 Pietuszewski — Três arrancadas na primeira parte, com remate forte e a mira mal calibrada, ajudaram a quebrar o marasmo que se instalou no jogo coletivo da equipa naquele período. Não resolveu e a condição física não deu para mais do que quase uma hora em campo.

5 Inbeom Hwang — Boa entrada do sul-coreano, numa fase de menor fulgor do PSV. Numa fuga pela esquerda, deixou André Silva na cara da baliza — na sequência, Geertruida negou o golo a Froholdt — e trouxe a combatividade com objetividade que faltara à equipa.

5 Borja Sainz — Ficou a imagem de uma bicicleta, com o ‘pedal’ a resvalar em Pablo Rosario. Agitou.

4 André Silva — Na cara de Kovár, não conseguiu dar o melhor destino a um passe promissor de Inbeom Hwang. Trouxe mais ligação, mas...

5 Souza — Estreia com a camisola do FC Porto e logo na Champions. Moura estava no banco e por lá ficou. Cumpriu.

(-) Fofana — Rendeu Froholdt aos 76’, mas demorou a aquecer o motor. Apareceu na última vaga portista.

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