'Cottagers' ainda não venceram na Premier League e voltaram a perder, por 2-1, diante do Ipswich. #DAZNPremier
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«Talvez não me conheçam»: sucessor de Marco Silva no Fulham na corda bamba

Numa má fase, Arbeloa fez questão de puxar dos galões. Próximos jogos decisivos

O futuro de Alvaro Arbeloa no comando técnico do Fulham está por um fio e os dois próximos jogos podem selar o destino do treinador espanhol, que sucedeu a Marco Silva nos cottagers. A recente derrota em Portman Road frente ao Ipswich atirou os londrinos para o último lugar da Premier League, mantendo a equipa sem qualquer vitória somada no campeonato.

Apenas três meses depois de ter sucedido a Marco Silva, o ex-treinador do Real Madrid vê a sua continuidade seriamente ameaçada antes dos confrontos com os recém-promovidos Hull e Coventry. De acordo com a TEAMtalk, a administração londrina já estará a avaliar potenciais substitutos, enquanto outras fontes adiantam que o espanhol poderá mesmo ser despedido se não conseguir bater o Hull.

A aposta do proprietário Shahid Khan num perfil de alto risco sucedeu a cinco anos de estabilidade sob o comando de Marco Silva. Arbeloa trazia no currículo a experiência de poucos meses como treinador principal numa passagem conturbada pelo Real Madrid, onde foi promovido na sequência da saída de Xabi Alonso. Apoiado pela promessa de um futebol agressivo e de alta rotação, o clube investiu fortemente na sua visão durante o defeso, incluindo a contratação de três jovens aos merengues, com destaque para a chegada de Gonzalo García.

O arranque de temporada, no entanto, expôs rapidamente várias debilidades defensivas. Após uma derrota por 2-3 frente ao Chelsea em Craven Cottage, o Fulham teve novo desaire no terreno do Sunderland, sem qualquer remate à baliza. Em seguida, nova derrota caseira diante do Crystal Palace, que voltou a castigar uma estrutura demasiado exposta ao contra-ataque.

Com o seu lugar em risco no embate deste sábado frente ao Hull, no Cottage, Arbeloa veio a público defender a sua posição e afastar qualquer sentimento de intranquilidade perante a exigência dos resultados. O treinador fez questão de recorrer à sua própria carreira para relativizar o cenário atual e vincar a sua habituação constante à exigência dos grandes palcos.

«Talvez não me conheçam, mas joguei na melhor equipa do mundo. Já treinei a melhor equipa do mundo. Talvez não saibam, mas fiquem a saber que a pressão faz parte da minha vida desde que era criança. Portanto, isto é normal no futebol. É normal para os jogadores, é normal para os treinadores e para toda a gente que está em redor de uma equipa. Acho que a pressão é algo importante para mim e gosto dela», atirou.

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