A surfista algarvia foi a primeira portuguesa a garantir a entrada no circuito mundial e chega à etapa portuguesa em 14.º lugar do ranking mundial
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Surfistas portugueses prontos para brilhar em Peniche

Yolanda Hopkins, Francisca Veselko, Teresa Bonvalot, Frederico Morais e Guilherme Ribeiro são os cinco portugueses, número inédito numa etapa do circuito mundial, que hoje entram em ção na 17.ª edição do MEO Rip Curl Pro Portugal

A Praia de Supertubos, em Peniche, prepara-se para acolher a elite do surf mundial na manhã desta sexta-feira, num evento histórico para as cores nacionais. Pela primeira vez no circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), Portugal contará com uma representação recorde de cinco atletas: Yolanda Hopkins, Francisca Veselko, Teresa Bonvalot, Frederico Morais e Guilherme Ribeiro.

Com a primeira chamada agendada para as 7h30 e perspectivas de início imediato da competição, a etapa portuguesa — que regressa ao outono após quatro anos a realizar-se no final do inverno — assume um papel crucial nas contas dos títulos mundiais de 2026.

No quadro feminino, Yolanda Hopkins chega à 10.ª etapa como 14.ª do ranking mundial após assegurar a permanência na elite depois do cut. A surfista algarvia de 28 anos, que no ano passado foi nona em Supertubos, assume a ambição máxima: «Foi um sonho chegar ao CT [Championship Tour], tem sido um bocadinho difícil, mas as ondas são incríveis e as pessoas também, e, felizmente, consegui ter resultados suficientes para ficar nesta segunda parte do tour. Estou super feliz por ter conseguido bons resultados e estar aqui em Peniche. O objetivo é apontar sempre para o primeiro lugar. Claro que é muito difícil, porque estamos a competir contra os melhores do mundo, mas o céu é o limite.»

A representar igualmente a armada lusa feminina está Francisca Veselko. A jovem de Carcavelos, de 23 anos, que ocupa a segunda posição no circuito de qualificação (Challenger Series) depois de ter terminado o CT no 23.º posto (apenas o top-14 seguiu em frente após a prova de Trestles, nos Estados Unidos), compete graças a um convite. «Não vou mentir, tem sido uma experiência dura, esperava um pouco mais de mim. Não fiquei no top-14 antes do cut, mas tenho a oportunidade de competir em casa e ganhar mais experiência. Tem sido um processo e uma evolução. Fazer parte disto é o sonho da Kika de oito ou nove anos. O CT é duro porque perdes mais vezes do que ganhas. Mas tens de dar sempre 100% e puxar os limites todos os dias», sublinhou.

O contingente feminino fica completo com Teresa Bonvalot, atual terceira classificada nas Challenger Series, chamada para render a australiana Isabella Nichols, afastada por lesão.

Em masculinos dois atletas garantiram presença através de wildcards. Frederico Morais, de 34 anos, que compete em Peniche desde 2013, destacou o carinho do público e aplaudiu a nova data da etapa: «É ótimo competir em casa, não há sentimento mais especial do que vermos a praia cheia. O público é fervoroso, torce, grita, apoia e sente as nossas ondas, sente as nossas vitórias e as nossas derrotas. Por isso, viver isto em casa, ainda para mais este ano com a minha filha cá, vai ser ótimo. É uma ótima decisão [a mudança para outubro]. É agradável para nós, surfistas, porque temos boas ondas, e para o público, porque tem bom tempo.»

Já o estreante Guilherme Ribeiro, de 22 anos e natural da Costa de Caparica, não escondeu a emoção por cumprir um sonho de infância: «É algo com que sonho há anos. Desde 2009 que aqui venho e sonho em entrar neste campeonato. Está a ser incrível esta experiência, desde as pequenas coisas, como ter um lugar de estacionamento para mim à porta, chegar e ter o meu nome nos cartazes, a minha licra com o meu nome, é tudo incrível e mostra que os sonhos se tornam realidade.»

Nos confrontos inaugurais, Guilherme Ribeiro medirá forças no heat 7 com o australiano George Pittar, enquanto Frederico Morais enfrentará o brasileiro Samuel Pupo na bateria 8. Na prova feminina, Francisca Veselko defronta a norte-americana Sawyer Lindblad no heat 2, Teresa Bonvalot terá pela frente a havaiana Carissa Moore no heat 4 e Yolanda Hopkins enfrentará a australiana e campeã do mundo Molly Picklum no heat 7.

Após a paragem em Portugal, restam apenas o Filipinas Pro, em Cloud 9, na ilha Siargao (de 31 de outubro a 10 de novembro), e o Pipe Masters, no Havai (de 8 a 20 de dezembro).

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