Só um gigante impediu mais um tomba-gigantes (crónica)
O Salgueiros caiu contra o Estoril, mas caiu de pé. Só as grandes penalidades (e Martin Turk) impediram de haver (mais) um tomba-gigantes nesta terceira eliminatória da Taça de Portugal, no Estádio do Bolhão, em Fiães (casa emprestada do emblema de Paranhos).
Os canarinhos — que precisavam de dar uma resposta positiva após a saída de Vasco Matos do comando técnico a meio da semana — entraram intensos, mas até foram os da casa a fazer o primeiro remate perigoso.
Aí, os do Campeonato de Portugal faziam saber, desde logo, as suas intenções: mostrar que, passem os anos que passarem e compitam nos escalões que competirem, a alma salgueirista resiste. E, de facto, o Velho Salgueiral tem alma que nunca mais acaba.
Se, por um lado, ao longo da partida, os portuenses mantiveram a astúcia e, a espaços, iam chegando à baliza do conjunto da Linha, por outro, os do Sul foram acusando a pressão primodivisionária e perdendo o discernimento.
Até que aos 80’ chegou o momento da tarde, ou da eliminatória, ou até da presente edição da Taça de Portugal... De trás do meio-campo, Deven Monteiro, vendo o guarda-redes Martin Turk fora de posição, marcou a mais de 50 metros de distância da baliza, num dos candidatos a golo do ano.
Quando já se suspirava, em Fiães, por mais um tomba-gigantes, a um minuto dos 90’, Rafik Guitane fez o empate, para grande desconsolo dos da casa.
O encontro seguiu para prolongamento, mas não houve engenho para desfazer o empate e o duelo foi empurrado para a lotaria das grandes penalidades, em que os estorilistas — nomeadamente o gigante Martin Turk, que defendeu dois penáltis — levaram a melhor (3-1).