Rui Costa segura Schmidt: «Não faço do treinador o bode expiatório»
Em entrevista a vários órgãos de comunicação social, de balanço da temporada 2023/24, Rui Costa confirmou que Roger Schmidt vai continuar a ser treinador do Benfica na próxima temporada, pese embora as muitas críticas que o alemão foi recebendo nos últimos meses, após uma época em que as águias apenas conquistaram a Supertaça.
«Acho que estão reunidas as condições para continuar a ser treinador do Benfica, Roger Schmidt vai continuar a ser treinador do Benfica. Nunca houve da nossa parte uma notícia contrária a isso. Se não considerasse que ele tivesse condições para continuar a ser o treinador, não ter. Seria até mais fácil e mais populista, mas acredito na estabilidade do projeto, acredito que estamos perante um treinador que mais do que mostra a qualidade dele. Aquilo que foi feito no passado na época passada não pode ser ignorado. Este ano efetivamente as coisas não correram como esperávamos e desejávamos e acabámos a temporada aquém do que eram as expectativas iniciais, mas não faço nem nunca farei do treinador um bode expiatório, porque não foi o único responsável», disse Rui Costa, sublinhando que tem máxima confiança na qualidade de Roger Schmidt.
«Terá as suas responsabilidades, como é evidente, mas não é o único responsável e aquilo que é preciso é criar as condições necessárias. É com ele que tenho a máxima convicção que o Benfica estará pronto para o próximo ano e é nesse sentido que já estamos a trabalhar há imenso tempo e a continuar aquilo que não ficou feito para que possamos entrar na próxima época da mesma forma que entrámos há um ano.»
Rui Costa aproveitou ainda para garantir que o treinador está «de corpo e alma» no Benfica e nem sequer equacionou a sua saída, mesmo que esta não implicasse custos para a SAD.
«Não gostava de falar de situações que não estão colocadas. Não há essa situação e acredito até – e isso é a minha visão da pessoa, porque muito se fala do contrato e de que uma das razões para o Benfica não mudar de treinador tem a ver com o contrato – que não estivesse na cabeça dele cobrar os dois anos de contrato, se quisesse mudar agora de treinador. Mas não é uma situação que se coloque, até porque, como disse, numa conversa franca que tivemos a vontade dele é expressa, de grande dinamismo, para que a próxima época corra melhor. Está de corpo e alma neste clube, rejeitou muitas coisas para poder ficar no clube, não adianta falar de quantas coisas ou de quem rejeitou para continuar, porque acredita plenamente que pode voltar a fazer o que fez há um ano.»