Rui Albuquerque nomeado Juiz para o campeonato africano de canoagem
A canoagem angolana tem motivos para comemorar. A escolha de Rui Albuquerque para integrar o júri do próximo Campeonato Africano de Canoagem é mais do que um feito pessoal: é o reflexo de um trabalho silencioso e consistente que vem sendo feito no país para colocar os desportos náuticos num novo patamar.
Em conversa com o A BOLA, o técnico e juiz-árbitro partilhou o significado desta nomeação e analisou o momento da modalidade em Angola.
«Sinto isto como um voto de confiança, não só para mim, mas para a própria federação. É o resultado do trabalho de equipa entre a FADEN, os clubes e todas as pessoas que verdadeiramente amam as modalidades náuticas. Ver esse esforço ter repercussão a nível continental mostra que estamos no caminho certo», lançou Rui.
Olhando para o desafio que se avizinha no Africano, Rui resume a sua participação através de cinco ideias fundamentais, como confiança no seu trabalho enquanto juiz e na caminhada que a federação tem feito.
Na forma como todo o processo foi conduzido com transparência e no compromisso com uma arbitragem isenta, com o foco posto no futuro, sonhando com presenças em Mundiais e, quem sabe, nos Jogos Olímpicos.
Com os olhos postos no futuro da modalidade, Rui deixa também um conselho pragmático para os jovens que estão agora a dar as primeiras remadas: «Mantenham-se firmes. A carreira de um atleta é uma maratona e exige saber abdicar de prazeres imediatos em prol de algo maior. Tenham foco, procurem construir uma carreira sólida e agarrem-se aos valores que o desporto ensina. É isso que vos vai fazer crescer, não só como atletas, mas como pessoas.»