Ricardo deixa porta aberta no Famalicão: «Até à decisão da administração...»
Ricardo Silva é o homem do momento no Famalicão. O adjunto da casa, homem de confiança absoluta da SAD liderada por Miguel Ribeiro, volta a orientar a equipa num momento de transição — neste caso após a saída de Carlos Carvalhal e até à (suposta...) chegada de um novo treinador — e este sábado, na conferência de Imprensa de antevisão ao jogo frente ao Rio Ave, referente à 9.ª jornada da Liga e que está agendado para as 18 horas de amanhã, chegou a prova de confiança numa equipa que vai tentar reagir ao momento adverso. E os sinais recolhidos nos últimos dias foram extremamente positivos, assume.
Mas antes de falar sobre o momento e sobre o futuro, Ricardo Silva não esqueceu Carlos Carvalhal e todos os elementos que com ele trabalharam esta época nos minhotos. E as palavras dificilmente poderiam ser mais profundas: «Quero começar por deixar uma palavra de gratidão ao mister Carlos Carvalhal e à sua equipa técnica. Já o fiz pessoalmente, mas faço questão de fazê-lo aqui também. Sou muito privilegiado pela forma como ele me integrou na sua equipa técnica. Acolheu-me totalmente, senti-me um elemento da sua equipa técnica. Partilhámos tudo, opinei sobre tudo e estou muito grato pela forma como passámos este período.»
«Para os jogadores há sempre uma sensação de tristeza, há uma quebra, sente-se que as coisas não estão a ligar e não está a chegar-se onde se quer, pelo que os jogadores também sentem a sua parte de responsabilidade. Tal como eu, inclusivamente. Eu também sou parte do que aconteceu. Compete-me, agora, enquanto treinador interino e porque tenho esta missão de conduzi-los até ao próximo jogo, perceber de que forma é que tenho de tirar este peso de cima deles e otimizar as ideias que sabem. É mostrar-lhes que têm valor e conduzi-los ao caminho do sucesso para este jogo. Tal como disse, eu vou conduzir a equipa até este jogo, amanhã não sei. Amanhã até posso não acordar e se calhar nem a equipa levo a este jogo [risos]. O que foi para nós importante foi aliviar um bocadinho o peso dos jogadores. Levá-los a sensações de conforto. Esse foi o principal foco. Se isso passaria por alterar situações estratégicas e nomes de jogadores, isso fica para mim e para a nossa estrutura. Chegámos ao fim da semana e sentimos que estão ligados e que estão capazes de responder ao desafio que será o jogo com o Rio Ave», assumiu.
Do outro lado estará um adversário que vive um bom período, mas Ricardo dá o mote para que a deslocação aos Arcos seja coroada de êxito: «O Rio Ave estará num momento anímico muito acima do que poderá ser o nosso. Têm um treinador novo, ganharam os dois jogos que disputaram e claro que estão com boa embalagem. Mas a verdade é que nós esta semana também conseguimos coisas dos nossos jogadores. Tenho este sentimento e estou até tranquilo perante as respostas que deram ao que nós lhes propusemos.»
Chegou-se, então, à fase de abordar a vida de Ricardo. Volta a ser interino, tal como acontecera na época 2024/2025, aquando da saída de Armando Evangelista e até à entrada de Hugo Oliveira — o antigo central realizou, nesse período, um jogo, tendo logrado um empate (1-1) na receção ao Famalicão, numa partida disputada a 7 de dezembro de 2024, mas o futuro... à cúpula diretiva presidida por Miguel Ribeiro pertence. Apenas tem duas certezas: está totalmente à disposição de quem manda para exercer as tarefas que lhe forem confiadas e já tem... o curso.
«Vou responder com muita franqueza: há dois anos disse de forma taxativa que não queria ser treinador principal. Com o passar do tempo acontecem coisas diferentes e hoje não consigo dar essa mesma resposta de forma tão vincada. O tempo convenceu-me também que a minha função dentro do clube, sendo um treinador interino, faz parte das minhas funções estar preparado para a possibilidade de ter de liderar com esta situação. O que mais quero e o que é o mais importante para mim é que a nossa administração, que é extremamente competente, tome uma decisão confortável e sem pressa. O que podem contar de mim é que estarei aqui para fazer face ao que tiver de ser feito até eles terem conforto de tomar uma decisão, seja ela qual for. Entretanto já fiz o UEFA PRO e estou devidamente qualificado para estar aqui. Até à decisão da administração, seja ela qual for, estarei aqui para segurar o leme da embarcação, digamos assim», concluiu.