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'Remontada' histórica do Real Madrid em Roma

Quando a Roma parecia ter o jogo ganha a ganhar por 3-1, a equipa de José Mourinho começou ao minuto 83 a recuperação, com Bernardo Silva em campo e Arda Guler e Endrick em destaque

Uma história antiga que voltou a ser vivida na cidade eterna. O Real Madrid parecia morto, fora do jogo, condenado à derrota. Mas Espí, amuleto de José Mourinho entrou e marcou. Endrick deu a volta a encontro por completo. Arda Guler espalhou talento e fez duas assistências. E com isto os merengues, que perdia 1-3 aos 83 minutos ainda deram a volta e chegaram a mais uma remontada. 4-3!

Foi jogo de loucos, disputado num ritmo vertiginoso, quase sempre dominado pela Roma de Gasperini, que soube gerir ritmos, conseguiu com sabedoria chegar a uma vantagem que parecia confortável, mas que cometeu o pecado de ir recuando nos últimos minutos e assim abrir porta á esperança de José Mourinho.

Como num livro de história, uma velha lição: ao Real Madrid nunca se dá o ponto final. A reviravolta começou a desenhar-se quando a qualidade individual veio ao topo, num momento crucial em que Bernardo Silva esteve no melhor momento do Real Madrid, ditando os ritmos de jogo, descobrindo linhas de passe imprevisíveis e oferecendo a serenidade necessária para estancar a fúria romana.

Sem dúvida que o verdadeiro terramoto tático deu-se com o banco de suplentes. As entradas em cena de Endrick e Arda Guler mudaram radicalmente a face da partida. O turco trouxe imaginação, drible curto e vertigem entre linhas; Endrick colocou poder de choque, agressividade de área e a urgência da juventude. Em poucos minutos, a equipa que parecia vergada ressuscitou de forma arrebatadora, virando o resultado e assinando a remontada.

Foi, em suma, mais uma noite de glória europeia para o Real Madrid — daquelas em que a lógica se desmorona e a mística merengue volta a imperar no futebol mundial.

José Mourinho, que foi homenageado várias vezes pelos adeptos da Roma, vive mais uma noite de sonho numa casa em que foi muito feliz.

Diga-se ainda que Rodrigo Mora entrou ao intervalo, ainda fez assistência para Malen, que teve atuação de luxo, mas os últimos minutos foram de pesadelo e nem o médio português conseguiu evitar e descalabro.

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