A nadadora Camila Rebelo 'vem' do desporto universitário. Fotografia FADU
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Quando o desporto universitário também é turismo

'Tribuna livre' é um espaço de opinião em A BOLA aberto ao exterior, este da responsabilidade de Diogo Salgado Braz, presidente da FADU (Federação Académica de Desporto Universitário) Portugal

Os recentes resultados das Seleções Nacionais Universitárias mostram a qualidade e a dedicação dos nossos estudantes-atletas. Das medalhas conquistadas no futsal, futebol de praia e karaté às prestações na canoagem, no remo e nos desportos de praia, Portugal tem afirmado a sua presença nos grandes palcos internacionais. Mas estes resultados são também uma oportunidade para projetar o nome de Portugal além-fronteiras.

Quando recebemos em Portugal eventos como os Campeonatos do Mundo Universitários de Orientação, em Vila Real, e de Desportos de Praia, na Figueira da Foz, recebemos estudantes, treinadores, dirigentes e delegações de todo o Mundo. Durante vários dias, estes visitantes conhecem os nossos territórios, a nossa cultura, o nosso património, a nossa gastronomia e a nossa hospitalidade. O desporto torna-se, assim, uma porta de entrada para descobrir Portugal.

É nesta ligação que encontramos uma dimensão cada vez mais relevante. O turismo desportivo. Um participante num campeonato não é apenas um atleta, é também um visitante, um consumidor de experiências e, potencialmente, um futuro visitante de Portugal. As memórias que leva, as imagens que partilha e as histórias que conta contribuem para a forma como o nosso país é conhecido e reconhecido internacionalmente.

Os grandes eventos desportivos permitem ainda levar visitantes a territórios que, muitas vezes, ficam fora dos circuitos turísticos tradicionais. Geram movimento na hotelaria, na restauração, no comércio e nos serviços, aproximando o desporto das comunidades locais. Cada competição pode, por isso, transformar-se numa oportunidade de mostrar a diversidade e a riqueza do território português.

Da mesma forma, cada estudante-atleta português que compete no estrangeiro leva consigo muito mais do que uma camisola. Leva Portugal, a sua universidade e a sua academia. É, muitas vezes, um verdadeiro embaixador do País, contribuindo para aproximar culturas e mostrar uma geração que estuda, compete e representa Portugal nos mais elevados níveis internacionais.

O futuro do desporto universitário deve passar também por esta capacidade de levar Portugal ao Mundo e trazer o Mundo a Portugal. Queremos mais estudantes-atletas portugueses nos grandes palcos, mas também mais competições internacionais no nosso país. Porque quando o desporto cria oportunidades para competir, conhecer, viajar e regressar, todos ganhamos. Os estudantes-atletas, as universidades, os territórios e Portugal.

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...