Emma Raducanu, tenista britânica de 23 anos
Emma Raducanu, tenista britânica de 23 anos
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Princesa do ténis britânico em queda livre e cai do top-100 do ranking (fotos)

Emma Raducanu venceu o US Open em 2021

Emma Raducanu caiu para fora do lote das 100 melhores tenistas do mundo pela primeira vez em mais de dois anos. Afastada dos courts há quatro meses devido a problemas físicos, a britânica viu a sua posição na hierarquia da WTA deslizar até ao 107.º posto, numa altura em que as próprias regras do circuito incentivam a uma paragem mais prolongada.

A época da campeã do US Open de 2021 voltou a ficar marcada por uma montanha-russa de expectativas. Depois de atingir o 24.º lugar no ranking em março, em Indian Wells, a atleta realizou uma excelente campanha até à final do torneio de Queen's, em junho, posicionando-se no 31.º lugar mundial. Contudo, a exigente semana na relva londrina — na qual disputou cinco encontros, três deles num espaço de apenas 28 horas devido à chuva — acabou por agravar um problema na tíbia que já vinha do final da temporada de terra batida.

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A situação clínica piorou e, na véspera do arranque de Wimbledon, Raducanu anunciou a sua desistência da prova. «O incómodo que andava a gerir evoluiu para uma fratura de stress e fui clinicamente aconselhada a parar de forçar», explicou a jogadora na altura, depois de ter sido vista com uma bota ortopédica escassos dias antes do Grand Slam britânico.

Sem somar qualquer ponto desde a final em Queen's, onde arrecadou 325 pontos, a tenista viu o seu estatuto descer vertiginosamente. Raducanu é agora a terceira melhor britânica na tabela, atrás de Katie Boulter (54.ª) e de Fran Jones (104.ª). Embora já tenha regressado aos treinos no National Tennis Centre, no sudoeste de Londres, ao lado do treinador Andrew Richardson — com quem conquistou o Grand Slam norte-americano —, o regresso à competição esta época está praticamente descartado.

Por detrás da ausência dos courts está também um cálculo estratégico permitido pelas normas da WTA. As jogadoras afastadas por lesão durante pelo menos seis meses têm direito a usufruir de um ranking protegido. Este mecanismo permite congelar a classificação — que no caso de Raducanu se fixaria no 31.º posto — para aceder diretamente a até oito torneios numa temporada, incluindo um máximo de dois torneios do Grand Slam.

Sem recorrer a esse estatuto protegido, a britânica arriscar-se-ia a falhar a entrada direta no quadro principal do Open da Austrália, em janeiro, o que a obrigaria a disputar a fase de qualificação — algo que não experiencia desde o seu título em Flushing Meadows. A equipa da atleta não comentou os seus planos futuros, mas o seu nome não consta nas listas de inscritas dos sete torneios restantes do calendário da WTA de 2026, restando apenas quatro semanas de provas regulares, incluindo o torneio de categoria 1000 em Wuhan, antes das WTA Finals em Indian Wells, agendadas para 8 de novembro.

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