Miguel Rocha foi o autor do golo de Portugal (foto FPP)
Miguel Rocha foi o autor do golo de Portugal (foto FPP)
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Portugal cai diante de Espanha no Mundial apesar da reação na segunda parte

Seleção Nacional perde clássico ibérico, por 2-4. Depois de um jogo quase inteiro de domínio espanhol, Portugal ainda alimentou a esperança de não perder com um golo no último minuto. Mas Espanha esteve sempre por cima e o empate seria desfecho injusto

Portugal saiu derrotado do clássico ibérico frente à Espanha, por 2-4, num encontro em que sentiu dificuldades para contrariar a pressão adversária. A equipa orientada por Reinaldo Ventura tentou reagir à desvantagem, mas o terceiro golo espanhol, logo após o intervalo, tornou a missão portuguesa ainda mais complicada. Miguel Rocha e Gonçalo Alves ainda fizeram renascer a esperança, mas a formação espanhola confirmou o triunfo com um golo nos instantes finais.

A Espanha entrou mais forte, pressionante e determinada a assumir as despesas do encontro. A equipa orientada por Pere Varias criou dificuldades à seleção portuguesa, que encontrou pouco espaço para construir jogadas de perigo e teve de contar com a qualidade de Pedro Henriques para evitar males maiores nos minutos iniciais.

Portugal sofreu também um contratempo com a saída de João Rodrigues, devido a lesão, numa primeira parte marcada pela intensidade física e por vários lances que obrigaram à intervenção do videoárbitro.

Gonçalo Alves ainda reduziu para 3-2 no último minuto, mas Portugal não foi a tempo de evitar a derrota (FPP)

Aos oito minutos, a equipa das quinas esteve perto de inaugurar o marcador, mas Candid Ballart respondeu com uma excelente defesa. Na jogada seguinte, a Espanha não perdoou: Eloi Cervera, com uma sticada de longa distância, colocou os espanhóis em vantagem. E o golpe foi duplo, já que, no minuto seguinte, Nil Roca ampliou para 2-0, aproveitando o momento favorável da formação espanhola.

Portugal procurou reagir, mas continuou a revelar dificuldades para encontrar soluções ofensivas perante uma defesa adversária bem organizada. A quatro minutos do intervalo, Hélder Nunes teve uma oportunidade soberana para reduzir, ao surgir isolado diante de Ballart, mas não conseguiu bater o guarda-redes espanhol. Apesar da pressão portuguesa nos instantes finais da primeira parte, o resultado manteve-se inalterado até ao descanso.

Hélder Nunes conduz um ataque de Portugal por trás da baliza espanhola (FPP)

O reatamento trouxe um novo golpe nas aspirações lusas. Pouco mais de um minuto após o regresso à pista, Marc Grau fez o terceiro golo espanhol, complicando ainda mais a tarefa da equipa de Reinaldo Ventura. Com uma vantagem confortável, a Espanha passou a gerir os tempos de ataque, obrigando Portugal a correr atrás do prejuízo e a procurar soluções para ultrapassar a organização defensiva adversária.

A reação portuguesa acabaria por surgir através de um disparo de enorme qualidade. Aos 16 minutos da segunda parte, Miguel Rocha desferiu um remate cruzado, colocado no ângulo superior direito da baliza espanhola. Ballart ficou sem reação perante a potência e a precisão do tiro, e Portugal reduziu para 3-1, reacendendo a esperança de discutir o resultado.

Miguel Rocha marcou o primeiro golo de Portugal (FPP)

O golo devolveu confiança à seleção nacional, que procurou aproveitar o embalo para encurtar ainda mais a distância. A oportunidade surgiu num livre direto, a sete minutos e meio do final, mas Miguel Rocha não conseguiu superar Ballart, que manteve a Espanha na frente com uma defesa decisiva.

Do outro lado, Pedro Henriques também voltou a ser importante ao impedir que Pau Bargalló marcasse de livre direto, na sequência da décima falta portuguesa. A intervenção do guarda-redes manteve Portugal na discussão do encontro, numa fase em que cada lance podia revelar-se determinante.

A insistência portuguesa foi recompensada já a um minuto do fim, quando Gonçalo Alves reduziu para 3-2 e devolveu emoção aos instantes finais. Com a diferença mínima no marcador, Portugal ainda sonhou com um empate que parecia improvável pouco antes. Contudo, a Espanha aproveitou a situação de baliza deserta da equipa das quinas para marcar o quarto golo e selar o triunfo por 4-2.

Num clássico marcado pela intensidade e pela eficácia espanhola, Portugal pagou caro as dificuldades sentidas na primeira parte e o golo sofrido logo após o intervalo. A reação na etapa complementar mostrou capacidade de luta e permitiu aproximar o resultado, mas não chegou para evitar a derrota na segunda jornada do Grupo A do Campeonato do Mundo.

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