Petro de Luanda conquista 34° supertaça Vladimiro Romero
O Petro de Luanda voltou a erguer o troféu da Supertaça Vladimiro Romero ao vencer o Grupo Desportivo Interclube por 81-64, num duelo disputado e marcado pelo equilíbrio inicial, mas onde a eficácia defensiva e a profundidade do plantel 'tricolor' acabaram por fazer a diferença no marcador.
Com parciais de 17-17, 30-22, 15-13 e 19-12, a equipa petrolífera soube gerir os ritmos do encontro e acelerar nos momentos decisivos para garantir o primeiro título da temporada basquetebolística nacional.
Do lado dos vencedores, Glofate Buiamba foi a figura de proa no ataque, somando 18 pontos (com excelente aproveitamento nos lançamentos de 2 e 3 pontos) e 5 ressaltos. Eduardo Simão destacou-se pela eficiência, somando 15 pontos e 7 ressaltos, enquanto Cleúsio Castro e Gerson Gonçalves "Lukeny" contribuíram com 10 pontos cada. Gerson Domingos esteve irrepreensível na organização de jogo, distribuindo 8 assistências.
Pelo Interclube, Luís José esteve bem, com um duplo-duplo (16 pontos e 10 ressaltos), bem acompanhado por Timóteo Txinalua (14 pontos). Contudo, os baixos percentuais de lançamento exterior (17%) e os falhanços na linha de lances livres e lançamentos curtos condicionaram a resposta da equipa treinada por Víctor García.
Apesar do triunfo convincente, o técnico do Petro de Luanda manteve os pés no chão, sublinhando que a equipa ainda tem uma margem de progressão considerável
«Estamos contentes porque defendemos bastante bem durante a partida. É verdade que no ataque ainda cometemos muitas imprecisões e temos muitos jogadores novos que precisam de continuar a assimilar e interpretar cada vez melhor a nossa dinâmica de jogo. O Interclube esteve bem, jogou de forma organizada e muito física. O mais importante neste momento é conseguir integrar gradualmente todos os atletas na equipa.»
Do lado do Interclube, o treinador espanhol valorizou o empenho defensivo da sua jovem equipa, lamentando a falta de eficácia nos momentos-chave de ataque.
«Quero dar os parabéns ao Petro. Cumprimos o objetivo de competir ao mesmo nível físico que eles, o que era fundamental frente a uma equipa de grande porte e com tanta experiência. Defensivamente esteve muito bem — sofrer 81 pontos contra o Petro era algo que assinaríamos por baixo antes do jogo começar. Contudo, no ataque fomos precipitados: falhámos demasiados lances livres, cestos fáceis e triplos abertos. Somos uma equipa jovem, trabalhadora e em crescimento, e o nosso foco é estar o mais perto possível do Petro ao longo da época.»