Jogaço com seis golos na terceira jornada da fase de liga da Champions. Não faltou a classe de Lamine Yamal e Vitinha. PSG, que também contou com João Neves, soma nove pontos em três jogos na Champions, assumindo-se como um dos grandes candidatos a (voltar a) vencer a competição. Cancelo titular no Barcelona, que perdeu pela primeira vez esta época #DAZNChampions

Pés de Vitinha e pulmão de João Neves abafam o génio de Lamine Yamal (crónica)

Extremo do Barcelona, depois de má primeira parte, assinou um golo de antologia, mas em Paris mora uma equipa de guerreiros que também jogam muito à bola. Maestro voltou a ser decisivo

Uma semana depois de dar um festival em Manchester, frente ao City, ao ganhar por 4-2, o PSG voltou a vergar outro candidato à conquista da Liga dos Campeões pelo mesmo resultado. Em comum, os golos de Doué e Vitinha, o maestro que tem Paris a seus pés.

Tal como diante dos citizens, o PSG foi superior ao adversário na primeira parte. João Neves recuperou a titularidade e com ele a equipa de Luis Enrique apresentou elevada voltagem a meio campo. O trio que o jogador criado no Benfica formou com Vitinha e Fabián Ruiz (o coração da equipa na época passada) superiorizou-se a Pedri-Bernal-Dani Olmo.

Depois de 10 minutos vorazes que tiveram um remate de Kvaratskhelia aos 2' ao poste, o Barça tentou equilibrar o encontro, mas sem nunca ficar por cima. Tendo o clássico de domingo frente ao Real Madrid em mente, Hansi Flick deixou Rodri no banco e para quem está habituado a ter um farol, o escuro é o resultado da ausência.

Lamine Yamal também pareceu estar ausente. Numa primeira parte fraca, somou vários passes errados e de uma dessas decisões nasceu o primeiro golo, aos 38': (proibida) bola bombeada para a zona central, João Neves ganhou facilmente de cabeça e automaticamente assistiu Doué, que após um excelente trabalho individual rematou à entrada da área para o 1-0.

Antes, porém, já Dembelé saíra agarrado à coxa e Dani Olmo foi igualmente forçado à substituição após um choque com Vitinha.

Após o intervalo, o Barcelona apareceu melhor. Lamine Yamal limpou a cabeça e o melhor dele começou a vir ao de cima, ao mesmo tempo que Joan García (o melhor dos culés) ia impedindo, com uma e outra defesa, o avolumar do marcador.

Safonov também assumiu protagonismo, quando por exemplo impediu que Fermín, na sua cara e lançado por Yamal, fizesse o empate. Que surgiria aos 55', por um insuspeito Espart, numa cavalgada triunfante do lateral que terminou com o remate ao primeiro poste.

Kvaratskhelia também sairia por lesão e após várias alterações de lado a lado apareceu o 2-1 por outro goleador improvável: Lucas Hernández, que jogou no lugar do lesionado Nuno Mendes, assinou um belo golo de cabeça, ganhando a Gordon nas alturas na sequência de um canto aberto de Doué, a enésima prova da versatilidade do conjunto parisiense - faz golos de todas as maneiras, portanto.

Ainda assim, não é uma equipa perfeita. Imediatamente após entrar Zaime-Emery para lateral-esquerdo, Lamine aproveitou (79') o adversário estar frio e fez um grande golo, de bico e com pouco ângulo, depois de ganhar no 1x1 com o francês. De antologia.

Durou pouco a euforia. Dois minutos volvidos surgiu provavelmente o momento da noite: Vitinha matou uma bola no peito e disparou, fora da área, de pé direito, para o 3-2. O golo acabava com o jogo e mostrava, ali, quem era a melhor equipa. O 4-2 de Fabián Ruiz (86') serviu apenas de certidão e o enésimo desarme de João Neves aos 90+3' traduzia a alma deste PSG: jogam e correm mais que os outros.

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