Pedro Emanuel, treinador do Vaso da Gama
Pedro Emanuel, treinador do Vaso da Gama
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Pedro Emanuel vence na Bombonera e sonha com título na Sul-Americana: «Pode ser nosso»

Vasco da Gama jogou meia hora com um a menos mas segurou vantagem mínima

O Vasco da Gama deu um passo importante rumo à final da Taça Sul Americana ao vencer o Boca Juniors por 1-0, em plena La Bombonera, na primeira mão das meias-finais. A formação orientada pelo português Pedro Emanuel soube sofrer durante grande parte da segunda parte com menos um elemento, após a expulsão de Andrés Gómez, aos 64 minutos, e assegurou uma vantagem preciosa para a partida decisiva no Brasil.

A jogar num dos recintos mais emblemáticos do futebol sul-americano, o conjunto carioca dominou a primeira metade do encontro e inaugurou o marcador através de Adson, que correspondeu com um cabeceamento certeiro a um passe de Gómez. aos 25 minutos. Na segunda parte, o cartão vermelho exibido ao avançado colombiano por indisciplina obrigou o Vasco a erguer uma verdadeira muralha defensiva, resistindo à pressão e ao desacerto dos argentinos nos instantes finais, num jogo em que Nuno Moreira ficou no banco.

Com este resultado histórico, o Vasco tornou-se apenas no quarto clube brasileiro a bater o Boca Juniors no seu reduto em partidas a eliminar, e apenas o segundo a consegui-lo numa meia-final continental. No rescaldo do triunfo, Pedro Emanuel destacou a ambição do seu grupo de trabalho:

«Antes de tudo dizer que fizemos uma bela partida. Nem sempre bem jogada, nem sempre como planeámos, mas sabemos que estamos apenas no intervalo desta eliminatória. Tivemos um pouco de sorte no final, o Boca teve duas oportunidades claras para empatar e se empatasse eu não diria o contrário, mas ganhar fora é melhor, principalmente neste estádio tão mítico. Acreditamos cada vez mais que pode ser o nosso troféu.»

O técnico luso sublinhou ainda o caráter demonstrado pelo plantel: «Eu disse aos jogadores algo como isto: se queremos demonstrar algo nesta competição, tínhamos de demonstrar hoje. Acho que demonstrámos que queremos escrever a nossa história. Respeitamos o passado, mas queremos escrever a nossa no presente. Respeitamos o nosso plano de jogo, o caráter que esta equipa tem mostrado. Dadas as circunstâncias, não conseguimos manter na segunda parte, mas conseguimos aguentar e levamos uma vantagem mínima. Dá-nos confiança para o que pretendemos atingir.»

A segunda mão está marcada para o próximo dia 20, com a equipa brasileira a precisar apenas de um empate para seguir em frente. Embora o jogo esteja inicialmente previsto para o Maracanã — onde os bilhetes já se encontram esgotados —, o Consórcio Fla Flu interpôs um recurso para anular a decisão, existindo a possibilidade de a partida ser transferida para o Paraguai. Questionado sobre o assunto, o treinador preferiu manter o foco no campeonato:

«Honestamente, o que me importa agora, o meu pensamento é o São Paulo. Essa parte não sou eu que vou responder. Só tenho de me preocupar em recuperar a equipa para daqui a dois dias voltar a jogar. Tenho confiança na capacidade do clube de se mobilizar pela importância do jogo e que possa ser no Maracanã. É mais do que lógico e satisfatório para nós, porque Vasco e Boca merecem um grande estádio, e o Maracanã é um grande estádio.»

Apesar das dificuldades enfrentadas ao longo da partida, a postura resiliente e a entrega demonstrada em campo foram motivos de grande destaque: «O que eu sei é que não é 'copeiro', o Vasco é competitivo, é muito competitivo. O que mostrou é que tem muito caráter, tem muito espírito de sacrifício, tem uma união, tem uma vontade muito grande de conquistar. E acho que foi isso que demonstrámos aqui. A fibra de campeões é essa, saber sofrer, saber o momento em que o adversário está melhor no jogo e nós termos de nos sacrificar, e foi isso que fizemos.»

A outra meia-final disputa-se entre o Atlético Mineiro e o Montevideo City.

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