Instagram/Paula Badosa
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Paula Badosa deixou lágrimas para trás: «Aprendi a distanciar-me» (fotos)

Espanhola renasce das cinzas após lesões e o fim do mediático relacionamento com Stefanos Tsitsipas

Aos 28 anos, Paula Badosa atravessa uma fase de renovada ambição. A viver no Dubai há vários anos, a tenista espanhola concedeu uma entrevista ao diário MARCA, na qual abordou o seu momento desportivo, o regresso à competição no torneio de Osaka e as metas delineadas para a carreira, vincando que a conquista de um torneio do Grand Slam permanece como a sua prioridade máxima.

«Até ao último dia em que jogue uma partida, esse vai ser o meu grande objetivo, acima de tudo porque sou uma pessoa ambiciosa que precisa de metas grandes. Será sempre assim até ao dia em que me retire, quer me perguntem com 20, 29 ou 35 anos», afiançou.

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Atualmente instalada no 58.º lugar da hierarquia mundial, Badosa reconhece que o seu nível vale mais do que a tabela reflete, mas aceita o contexto recente da sua trajetória: «Frustra-me, mas também entendo e aceito o motivo pelo qual estou neste ranking. Venho a arrastar muitas lesões ao longo da carreira, é evidente que me faltou regularidade nos últimos tempos e que tenho de melhorar passo a passo, mas também sei que as coisas acabam por cair pelo seu próprio peso.»

No passado, Badosa admitiu dificuldades em lidar com vários obstáculos que lhe foram surgindo, das lesões ao fim do mediático relacionamento com Stefanos Tsitsipas. Hoje, garante estar mais madura: «Serei sempre uma jogadora muito passional e emocional, isso não vai mudar, mas trabalhei muito a gestão das emoções e a idade também traz experiência. Estou a ficar mais velha... Fui uma jogadora que ampliava e dramatizava muito todos os encontros que perdia, chorava sempre, e talvez agora me vejam perder e consiga analisar as coisas sem falar a partir da emoção. Por isso, creio que dei uma reviravolta nisso, um passo em frente.»

Também por isso, resiste melhor às críticas nas redes sociais: «Os comentários afetavam-me muito porque levava tudo para o lado pessoal, mas com o tempo percebi que faz parte do meio a que me dedico e que, infelizmente, há pessoas que descarregam a sua frustração nas redes sociais. Algo que não deviam fazer. Sei perfeitamente as horas que dedico e tudo o que dou por esta modalidade para permitir que alguém faça um comentário sem me conhecer ou diga que deixei de ser profissional apenas porque publiquei uma foto. Nesse aspeto, aprendi muito a distanciar-me.»

A relação de proximidade com Sabalenka, que atravessa uma fase menos positiva, mereceu igualmente palavras de apreço e companheirismo: «Obviamente cada um está na sua própria pele, mas tenho falado muito com ela e sabe que vai ter sempre o meu apoio, tal como eu tenho o dela. Temos uma relação bonita e saudável, algo difícil de encontrar entre rivais de uma mesma modalidade.»

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