Panteras Negras denunciam alegada tentativa de apropriação da marca do Boavista
A Associação Panteras Negras acusou este sábado o presidente do Boavista, Rui Garrido, e o presidente adjunto, Reinaldo Ferreira, de uma alegada tentativa de apropriação da marca do clube através da sociedade privada «Boavista Global, Lda.» Num comunicado assinado pelo presidente da associação, Nuno Fonseca, o grupo informa ter enviado uma exposição urgente à administradora judicial, Clarisse Barros, pedindo a intervenção das instâncias competentes.
Os Panteras Negras manifestam «profunda indignação, revolta e total preocupação» e classificam como «absolutamente inadmissível e intolerável» que, num momento de vulnerabilidade e de insolvência do clube, os dois dirigentes tenham constituído uma sociedade que, segundo a associação, requereu junto do INPI o registo da marca «Boavista Futebol Clube» em seu nome. O comunicado identifica o processo n.º 767721, relativo à classe 41.
A associação considera estar perante uma «manobra de esvaziamento patrimonial e de apropriação ilegítima da identidade, do prestígio histórico e da capacidade de rentabilização comercial do Boavista FC», que entende constituir «uma afronta direta a todos os sócios, adeptos, credores e à própria sobrevivência do clube».
«Nenhuma intenção de recuperação pode coexistir com o desapossamento institucional dos símbolos sagrados do Boavista em benefício de interesses privados», sustentam os Panteras Negras.
Na exposição enviada à administradora judicial, a associação pede «a adoção de todas as providências cautelares e oposição formal junto do INPI» para impedir a concessão do registo à «Boavista Global, Lda.». Solicita igualmente «a junção desta denúncia ao processo de insolvência e a imediata participação criminal junto do Ministério Público», com vista à responsabilização dos dirigentes visados.
«Continuaremos atentos e na primeira linha da defesa dos superiores interesses do Boavista Futebol Clube», conclui a associação.