O que ficou por marcar no Benfica-V. Guimarães? Análise de Pedro Henriques
9' A infração que ocorreu na área do Vitória, já com a bola em movimento e fora da zona de ação, só poderia ter sido vista pelo VAR. A infração existe, pois, sem qualquer necessidade, o defesa Toni Borevkovic, com ambas as mãos, empurrou por trás Leandro Barreiro, no ombro e sobretudo no pescoço, derrubando o jogador encarnado. A UEFA tem uma indicação e recomendação para os árbitros nestes lances em que a bola não está jogável e a ser disputada e que diz o seguinte: «… infrações não intencionais/imprudentes sem bola jogável não são para sancionar …» Contudo, esta recomendação é muito clara para os restantes lances onde os jogadores de forma deliberada e intencional, mesmo sem a bola no local, acabam por cometer infração. Na minha opinião, este lance é tão desnecessário como factual, daí eu considerar que houve motivo para pontapé de penálti e que o mesmo justificava ter sido alvo de intervenção do vídeoárbitro.
17' Amarelo bem mostrado a Tony Strata por, com a mão esquerda, agarrar o ombro direito de Gianluca Prestianni e desta forma o impedir de continuar em corrida e em velocidade pelo corredo esquerdo do ataque dos encarnados, numa jogada com algum perigo.
33' Prestianni já tinha passado a bola quando Miguel Nogueira esticou a perna direita e acertou com o joelho na coxa e joelho direito do avançado argentino, uma entrada negligente bem sancionada disciplinarmente com o respetivo cartão amarelo.
45' O árbitro deu dois minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, em função dos dois cartões amarelos mostrados e do golo da equipa encarnada.
Constante presença em cima dos lances, fruto de excelente condição física, movimentação e colocação.
49' Toni Borevkovic faz uma obstrução com contacto sobre Gianluca Prestianni, tudo isto à entrada da área dos vitorianos, cortando assim um claro ataque prometedor. Decisão correta ao assinalar livre direto e ao mostrar o respetivo cartão amarelo.
52' Leandro Barreiro é muito negligente na forma como, ao tentar ficar com a bola, esticou a sua perna esquerda e depois, de sola, acertou no joelho esquerdo de Samu, não houve falta grosseira ou uso excessivo de força, daí que o cartão amarelo tenha sido a decisão correta.
55' Tomás Araújo agarrou Strata, cortando um ataque prometedor. Não anulou uma ocasião clara de golo, dai ter sido apenas advertência, pois havia três jogadores encarnados, por dentro, que podiam ainda intervir no lance numa infração que ocorreu em zona lateral.
57’ Cartão amarelo para Samu por, sem bola e sem qualquer interesse em jogar a mesma, que estava fora da zona, foi contra Andreas Schjelderup para o impedir de progredir e poder vir a participar numa jogada de contra-ataque que estava a ser conduzida por Gianluca Prestianni. O árbitro, bem, não assinalou nada no momento, deu lei da vantagem e na primeira interrupção de jogo advertiu o jogador vitoriano.
A falta de VAR num lance de área onde o penálti para o Benfica é claro e óbvio, com as repetições.
73’ Cartão amarelo mostrado a Thiago Balieiro foi uma decisão incorreta, pois o jogador do Vitória esticou a sua perna direita para disputar a bola que estava disponível para ele e para Vangelis Pavlidis, havendo apenas um choque dos dois pés, um no outro, fruto do movimento que ambos fizeram para o esférico, não houve pisão, rasteira ou até entrada fora de tempo.
90' O árbitro deu três minutos de tempo extra, que foi escasso para as incidências do segundo tempo: com seis paragens para substituições onde entraram dez jogadores, um golo e a amostragem de cinco cartões amarelos, o tempo adicional tinha de ir para, no mínimo, cinco minutos.
90+1' Ficou um amarelo por mostrar a João Mendes por entrada em tacle deslizante sobre Sudakov, na ocasião, de sola e com os pitons, na qual acertou com o seu pé esquerdo em cheio no pé direito do jogador ucraniano dos encarnados.
Luís Godinho (AF Évora, 40 anos) - 5