Boloni de visita à Academia de Alcochete - Foto: Sporting CP
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«O meu coração é sportinguista», confessa Laszlo Boloni

Treinou Sporting e Lens mas não vai estar dividido nas emoções... Conhece bem o futebol francês e deixa conselhos aos leões, que considera favoritos

LENS — Ligado para sempre ao Sporting por ter conduzido os leões ao título nacional em 2001/02 e por ter lançado Cristiano Ronaldo na equipa principal, no início de um percurso sobejamente conhecido e famoso, o treinador romeno, de 73 anos, mantém-se 'ligado' ao Sporting.

Conhecedor profundo do futebol francês, tendo treinado Nancy, Rennes, Mónaco, Lens e Metz, deixou alguns conselhos aos leões, através de A BOLA, num português um pouco emperrado, mas bem perceptível, em véspera do jogo da Champions.

— O que espera o Sporting no jogo em casa do Lens?
— São duas boas equipas, sem dúvida, mas o Sporting tem mais experiência internacional e, na minha opinião, é superior ao Lens.

— E o que diz à massas adepta dos franceses, o famoso público de Bollaert?
­— É verdade, sem dúvida, eles têm a capacidade de motivar os jogadores, vai ser muito interessante de se ver. O Sporting também tem sempre grande apoio, mas. claro, a jogar em casa o Lens terá mais adeptos no estádio.

— Você foi muito mais feliz no Sporting do que no Lens.
— É verdade [risos]. No Lens não alcancei o objetivo [foi contratado em janeiro de 2011 com a missão de salvar o clube da descida de divisão, mas não conseguiu] no Sporting vivi um grande momento, foi a primeira vez que consegui ganhar um campeonato fora do meu país. Foi uma época fantástica e fomos muito felizes. Conseguimos construir um bom plantel, com grandes jogadores com idade abaixo dos 30 anos. O meu trabalho acabou por ser fácil. Tinha André Cruz, Beto, Rui Jorge, Paulo Bento, Rui Bento, Niculae, Custódio, Hugo Viana, César Prates e o Luís... o avançado... Lourenço, estava a escapar-me o apelido dele.

— E ainda lançou Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo.
— Já lá ia chegar, estava a guardar o melhor para o fim [risos], dois jovens de enorme qualidade. Nessa atura conseguimos construir um plantel com capacidade de dar vitórias ao clube e alegrias aos sócios e, claro, nós também soubemos ser felizes. Ganhámos o campeonato, vai ser sempre um resultado que vamos relembrar com felicidade.

— Contra o Lens o que é que acha que o Sporting precisa de ter mais cautela?
— Talvez a nível defensivo. Se queres ganhar é difícil conseguir sem ter uma boa defesa, aliás, um grande equilíbrio em todos os setores. Até se diz na gíria que a defesa é o melhor ataque. É preciso fazer um bom jogo, concentrados e com boa ligação. Considero que o Sporting tem vantagem pela maior experiência internacional, não quer dizer que esteja sempre a atacar, por isso não se pode descurar a defesa, mas o Sporting tem um bom treinador, sabe perfeitamente o que a equipa tem a fazer.

— Treinou as duas equipas. Vai ter o coração dividido?
— O coração é sportinguista [risos]. Ficou um carinho enorme pelo clube, vivi lá grandes momentos, e agradeço também o carinho que ainda nutrem por mim.

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