O 'hermano' do melhor jogador da época entre equipas portuguesas
O minuto 90+1 da receção ao Celtic diz muito sobre este Benfica de Marco Silva. Se o cabeceamento à trave de Tomás Araújo representa uma mentalidade ofensiva constante - mesmo sabendo que foi a segunda vaga de um lance de bola parada -, o sprint defensivo posterior, protagonizado por cinco ou seis jogadores, deixa bem patente uma entrega inegociável, até quando o marcador assinala um 4-1 favorável.
A desvantagem na Liga não deixa margem para deslumbramentos, e a vitória em Milão até representa mais do que esta, mas o jogo com o Celtic foi mais uma prova de consistência. As águias estão a ganhar altitude, e isso só pode ignorar quem não tira os olhos do chão.
No fim prevalece sempre a lei dos resultados, mas de caminho é justo elogiar o processo. É preciso recuar consideravelmente no tempo para encontrar um Benfica tão próximo daquela que deve ser a sua identidade coletiva, o que tem valorizado o individual de forma inegável.
Melhor jogador da época entre as equipas portuguesas, até ver, Prestianni personifica bem esta imagem, mas Marco Silva tem sido sagaz a consolidar outras opções.
Dodi Lukebakio pode não ter aproveitado esta oportunidade, depois do bom rendimento apresentado na seleção belga, mas Durán respondeu positivamente, e em dose dupla, embore continue com uma tomada de decisão algo egoísta.
Desta vez Echeverri não teve participação direta em golos - ao contrário dos dois jogos anteriores que disputou -, mas o rendimento continua bastante promissor, dentro daquele estilo à Saviola que recua um pouco mais no terreno. Entende-se a prudência do técnico, até porque El Diablito tem desiludido no futebol europeu, mas que jeito daria a Marco Silva contar com a melhor versão deste hermano de Prestianni.