Jonas Wind voltou a uma casa que conhece bem e os compatriotas recordaram-lhe o que é ser implacável - Foto: EPA/LISELOTTE SABROE
Jonas Wind voltou a uma casa que conhece bem e os compatriotas recordaram-lhe o que é ser implacável - Foto: EPA/LISELOTTE SABROE
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Não deu para ser fino perante quem é imperial (crónica)

Um, dois, três golos... não de cerveja, mas em casa de quem percebe muito dela. Na cidade da Carlsberg, Carlos Vicens bebeu do pragmatismo dos anfitriões e não escapou à 'espuma' de contestação na bancada

O SC Braga não levou de Portugal para a Dinamarca a chico-espertice necessária para se bater com o pragmatismo do Copenhaga e pagou (muito) caro neste primeiro de seis duelos da fase liga da UEFA Conference League.

De facto, a formação nórdica já tinha entrado melhor no encontro, o que poderia justificar o 3-0 a quem só visse essa reta inicial e o resultado final. Mas a verdade é que os arsenalistas até conseguiram equilibrar a partida, tendo mais bola na primeira parte.

Apesar de nos primeiros 45 minutos ter havido algumas aproximações à baliza de parte a parte, as oportunidades flagrantes foram escassas. Porém, o cenário mudou na etapa complementar. Logo aos 49’, Elyounoussi abriu o ativo, num lance alucinante de insistência dentro da área dos minhotos. Bernardo Fontes safou o primeiro e o terceiro remates dos anfitriões, Sergio Barcia cortou o segundo, mas no quarto (e com os referidos jogadores no chão naquela carambola) já não houve nada a fazer…

Na realidade, os bracarenses — para não cairmos em injustiças — bem se tentaram pôr finos e cresceram após o primeiro tento sofrido. Ricardo Horta até meteu a bola dentro da baliza aos 63’, mas não valeu por estar em posição de fora de jogo (por muito pouco). E foi na fase em que os guerreiros estavam melhor na partida (entre os 60’ e 80’), na procura constante pelo golo, mas apanhando pela frente uma defesa intransponível, que foram surpreendidos com o segundo destes escandinavos imperiais: a prova deste adjetivo que lhe damos são as oito vitórias e os 24 golos em oito jogos em casa nesta temporada.

Aos 79’, depois de muito tempo longe da baliza, Andreas Cornelius apareceu mesmo à boca dela para alargar a vantagem, finalizando um bom desenho ofensivo dos comandados de Bo Svensson.

Sete minutos depois, num contra-ataque que resultou de um livre a favor dos braguistas, a turma de Carlos Vicens voltou a ser castigada com a prepotência dinamarquesa: Andreas Cornelius aplicou um chapéu a Bernardo Fontes, sentenciando o resultado final.

A figura do SC Braga: Jonas Wind

Saiu aos 60’, mas — talvez, por conhecer melhor do que nenhum outro colega o terreno que pisava — estava a ser dos que melhor cumpria as funções. Faltou-lhe muitas vezes gente para trocar a bola, mas jeito não lhe falta para segurá-la e pô-la jogável. Momento bonito, na saída, ao ser aplaudido pelos adeptos da casa. Afinal, foi ali que se formou e que se deu a conhecer ao futebol.

As notas dos jogadores do SC Braga: Bernardo Fontes (4); Lagerbielke (4), Sergio Barcia (5) e Arrey-Mbi (4); Diogo Travassos (5), Gorby (4), João Moutinho (4), Demir Tiknaz (5) e  Ricardo Horta (5); Huseinbasic (4) e Jonas Wind (5); Gabriel Silva (4), Pau Víctor (4), Víctor Gómez (4) e Milosevic (4) e Dorgeles (-)

As notas dos jogadores do Copenhaga: Ramaj (5); Suzuki (5), Beijmo (5), Markgráf (5) e Meling (6); Maseko (6), Král (6), Clem (6) e Robert (6); Elyounoussi (7); Dadason (5); Andreas Cornelius (8), Marvin Nasnas (5), Thomas Delaney (5), Rodrigo Huescas (5) e Hunor Németh (-)

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