A Curva 7 do Circuito do Estoril passa a chamar-se Miguel Oliveira (foto com D.R.)
A Curva 7 do Circuito do Estoril passa a chamar-se Miguel Oliveira (foto com D.R.)
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Miguel Oliveira de regresso a Portugal: «Assinava já três pódios no Estoril»

Piloto da BMW assume a ambição de lutar pelo pódio na ronda portuguesa do Mundial de Superbike

Miguel Oliveira quer «terminar bem a época» no Mundial de Superbike e espera fazê-lo com bons desempenhos nas últimas duas rondas da competição, a primeira já este fim de semana no Circuito do Estoril. O piloto português da BMW assume a ambição de lutar pelo pódio em casa.

«A ideia é essa, terminarmos bem a época. São dois fins de semana seguidos nos quais já estamos também muito focados em dar o salto de transição para o ano que vem», afirmou o piloto, citado pela Lusa.

Na ronda anterior do campeonato, em Cremona, Itália, Miguel Oliveira abandonou as duas corridas principais devido a quedas, tendo terminado em oitavo na Superpole. Para o regresso a Portugal, o piloto almadense mostra-se confiante numa melhoria de rendimento e determinado a lutar por lugares de pódio nas três corridas que terá pela frente em solo nacional. Ainda assim, evita assumir como objetivo a vitória.

«Nem esperança, nem responsabilidade, nada disso. Simplesmente desfrutar do fim de semana e fazer o meu melhor para brindar o público com um bom espetáculo e um bom resultado, esse é o mote e o meu objetivo. Em que posição será, não sei. Assinava já por baixo se fossem outros três pódios, como em Portimão», assumiu.

Aos 31 anos, Miguel Oliveira está também já focado na preparação do futuro, com particular atenção à temporada de 2027. O piloto português encara os dois últimos fins de semana do campeonato numa perspetiva de médio prazo, procurando recolher informação que permita definir o caminho a seguir com a BMW.

«Queremos terminar bem estes dois fins de semana [Estoril e Jerez de la Frontera, em Espanha, a última etapa], sobretudo a nível de dados e experiência recolhida para podermos acertar na direção que queremos tomar para o futuro, com a nossa moto e a BMW», apontou.

Apesar de competir perante o público português, Oliveira garante não sentir pressão adicional por correr em casa. Pelo contrário, espera transformar o apoio das bancadas em motivação para conseguir uma boa prestação.

«Não existe nenhum peso ou responsabilidade. É um privilégio poder correr em casa e transformar esse apoio em energia extra, isso sim», indicou o piloto português, que ao longo da carreira disputou os campeonatos do mundo de MotoGP, Moto2 e Moto3.

O centro histórico de Sintra foi invadido esta quinta-feira por motociclistas e largas centenas de pessoas em apoio a Miguel Oliveira, que esteve no Terreiro da Rainha D. Amélia, nas imediações do Palácio Nacional, em ação de promoção da ronda portuguesa do Mundial de Superbike.

«Trazer a Superbike ao Estoril é também algo muito bonito. Não corro no Estoril já há muitos anos, talvez desde 2012, quando foi a minha última corrida ainda em Moto3, e por isso é fantástico poder correr ainda mais perto de casa, da minha cidade natal, que é Almada, e poder fazê-lo no Estoril, um circuito icónico, e ver toda esta adesão do público é fantástico», afirmou o piloto, perante a multdão que o aguardava para uma sessão de autógrafos.

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