Utentes do Metro de Lisboa encontraram a Estação da Expo fechada. MIGUEL A. LOPES/LUSA
Utentes do Metro de Lisboa encontraram a Estação da Expo fechada esta segunda-feira (MIGUEL A. LOPES/LUSA)

A paralisação no Metropolitano de Lisboa está confirmada para esta quarta-feira, dia 14 de outubro. A greve terá início às 5h00 e prolongar-se-á até às 5h00 do dia 15, na sequência da falta de entendimento entre as seis estruturas sindicais representativas dos trabalhadores e o Conselho de Administração da empresa.

Em comunicado conjunto, os sindicatos que representam as chefias da Direção de Operações (DOP) atribuem a responsabilidade da paralisação à administração da empresa. Entre os principais motivos apontados estão «a falta de efetivos, atrasos no recrutamento e na formação, recurso continuado a trabalho suplementar e a prolongamentos de serviço», além da «ausência de respostas efetivas para situações de pressão e condicionamento» dirigidas aos funcionários.

Na última segunda-feira realizou-se uma reunião a pedido da administração, na qual os responsáveis da empresa reiteraram «que o acordo de 13 de abril se encontra em execução», classificaram o protesto como «desproporcionado» e solicitaram a desconvocação da greve. Não obstante, os representantes dos trabalhadores sustentam que a empresa continua a não apresentar soluções práticas para a resolução dos «problemas concretos», justificando assim a manutenção da paralisação.

As estruturas sindicais recordam o compromisso firmado há cerca de seis meses, que travou a greve então agendada para o dia 14 de abril. O documento previa garantias relativamente ao «guarnecimento dos postos, a abertura de processos de seleção, a formação de Encarregados e Inspetores, o respeito pelas escalas», entre outros pontos. Contudo, segundo os sindicatos, «apenas alguns dias depois, as Organizações Sindicais voltaram a alertar o Conselho de Administração para situações que contrariavam o entendimento alcançado».

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