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Messi: «Não aconteceu nada de estranho no Mundial»

Capitão desmontou 'teorias da conspiração' após final perdida para a Espanha

Depois do jogo de despedida da Seleção da Argentina, Lionel Messi explicou os motivos que ditaram o encerramento deste ciclo, atribuindo a decisão ao desgaste sentido aos 39 anos. «Embora queira estar aqui a vida toda, sinto que é o momento. O último Mundial foi demais para aquilo que tive de viver», começou por dizer, desmentindo teorias de conspiração que se multiplicaram depois da final do Mundial perdida para a Espanha:

«Tivemos o sonho de voltar a ser campeões do mundo, estivemos muito perto e a realidade é que não aconteceu nada de estranho. Demos tudo, o jogo com a Inglaterra representou um desgaste enorme para nós, tanto nas pernas como no aspeto emocional. Chegámos no limite. Lutámos como sempre, como sempre fizemos com esta camisola, com todos os companheiros com quem partilhei balneário. Não tenham dúvidas de que todos os companheiros que tive ao meu lado deram sempre tudo por esta camisola.»

O carinho recebido pelo país ao longo dos anos também foi destacado pelo craque. «Vou ter muitas saudades de jogar aqui. Tive a sorte de percorrer todo o país e recebi sempre um carinho enorme. Sou um agradecido por aquilo que pude viver. Agradeço por todo este tempo em que, para onde quer que fosse, o estádio estava cheio, fosse que jogo fosse: Mundial, Copa América... Estavam em todo o lado a fazer um esforço enorme, porque sabemos o quão difícil é, e sentimo-nos sempre a jogar em casa. Nós sentimos isso», recordou.

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Messi deixou ainda um apelo à união para os desafios futuros. «Ficou mais do que demonstrado que, quando nos juntamos e estamos unidos, somos mais fortes do que qualquer um e superamos qualquer coisa. Vão surgir momentos duros, com certeza, porque não é normal o que se alcançou em todo este tempo. E, nesses momentos duros, temos de estar nós a acompanhar mais do que nunca. Como lhes digo sempre, tal como disse na última palestra: para alcançar grandes objetivos é preciso criar grupos fortes, unidos, porque há pessoas que querem ver a seleção em baixo. Não lhes devemos dar esse gosto. Os momentos duros, os difíceis, são aqueles em que realmente se vê o grupo. Quando não há grupos fortes, é muito difícil conseguir. E garanto-vos que éramos um grupo extraordinário e por isso conquistámos tudo o que conquistámos», alertou.

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