Foden com 'hat-trick' e exibição à Bola de Ouro na goleada do City ao AEK (crónica)
Uma exibição sublime de Phil Foden (três golos e uma assistência) consolidou a vitória merecida do Manchester City sobre o AEK, com momentos deliciosos. Foden, de 26 anos, esteve apenas em oito dos 12 jogos dos citizens em 2026/27, mas, meus caros, esta exibição frente à equipa de Atenas tem claramente nível de Bola de Ouro.
Enzo Maresca deu descanso a Haaland (banco) e deixou Semenyo e Kovacevic fora da ficha de jogo. Para o lugar do norueguês, Maresca chamou o jovem Floyd Samba, de 17 anos, formado na academia dos citizens e convocado pela segunda vez para a equipa principal após ter marcado dois golos contra o Norwich na Taça da Liga.
Com Matheus Nunes a recuperar de lesão e Rúben Dias no onze, o treinador do City olhou para o AEK (João Mário e Filipe Relvas a titulares) como quem olha para um candidato a vencer a Champions, até porque a sua equipa vinha, na prova, de uma derrota caseira com o PSG, campeão da Europa: 2-4.
A noite em Manchester começou com os adeptos do AEK a fazerem-se ouvir na sua primeira visita a Inglaterra em 40 anos. Os gregos até entraram melhor, aproveitando algumas perdas de bola de Cherki, mas a superioridade do Manchester City não tardou a vir ao de cima.
Aos 12 minutos, Samba conquistou um livre à entrada da área. Na cobrança, Enzo Fernández disparou uma bomba à barra e Anderson, atento à recarga, encostou para o 1-0. O médio estreou-se a marcar de forma dolorosa, pois levou uma pancada no queixo no momento do golo, que o impediu de festejar.
A partir daí, a equipa de Enzo Maresca tomou conta do jogo. Aos 23', Allan acelerou pela esquerda, ultrapassou dois defesas e mandou um remate violento que ainda tocou na barra. O cerco intensificou-se e, aos 34 minutos, surgiu o momento da noite: uma combinação perfeita, na direita, entre Phil Foden e Rico Lewis culminou num remate fulgurante do primeiro, fazendo o 2-0.
Com o resultado confortável, o City passou a dar espetáculo. Enzo e Cherki espalharam magia com pormenores de calcanhar e fintas vistosas. O francês viu o guarda-redes Brignoli negar-lhe o golo aos 37'. Do lado do AEK, apenas um cruzamento rasteiro de João Mário assustou, confirmando uma primeira parte de total domínio do Manchester City.
Marko Nikolic, treinador do AEK, fez duas trocas ao intervalo: Varga por Zini e Marin por Koita. Deu resultado. Sete minutos depois do regresso do intervalo, os gregos construíram um contra-ataque rápido, com Zini a assistir Pilis para uma finalização perfeita de pé esquerdo do lado esquerdo do ataque do AEK.
Depois do golo do AEK, renasceu o domínio dos citizens. Logo ao minuto 54, Cherki e Foden deixaram os primeiros avisos e a pressão deu frutos quase de imediato: aos 57 minutos, num lance desenhado com mestria, Foden serviu Cherki, que, no coração da área, disparou rasteiro para o canto inferior esquerdo, fazendo o 3-1.
O AEK tentou reagir, mas o jogo entrou num momento tenso ao minuto 59, quando um choque duro entre Gvardiol e Majer forçou uma interrupção prolongada para assistência médica, valendo ao central do City a amostragem do cartão amarelo.
Superado o percalço e refeitas as forças com a entrada do jovem McAidoo para o lugar de Samba, o City voltou a acelerar. Ao minuto 65, Lewis encontrou espaço e serviu Foden, que, com um remate sublime do meio da área, colocou a bola no ângulo superior esquerdo (4-1).
Mesmo em desvantagem expressiva, o AEK manteve o orgulho ferido e Zubkov e Zine puseram a defesa inglesa em sobressalto e obrigaram Donnarumma a aplicar-se a fundo aos 73' e 74', com duas defesas espetaculares.
Contudo, a inspiração da noite pertencia a Foden. Aos 76 minutos, McAidoo serviu o internacional inglês, que assinou o seu terceiro golo, com outra finalização de classe pura, guardando novamente a bola no ângulo superior esquerdo e selando o 5-1. Exibição típica de um candidato, a prazo, a ganhar uma Bola de Ouro.