Francisco Moura viveu noite difícil em Sevilha - Foto: IMAGO
Francisco Moura viveu noite difícil em Sevilha - Foto: IMAGO
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

FC Porto: noite complicada em Sevilha deixa Moura ainda mais fragilizado

Culpa da derrota com o Betis não se resume ao lateral-esquerdo, longe disso, mas papel no 2-2 e no 3-2 abalam posicionamento do número 74, que tem vivido 2026 difícil. Zaidu (recuperado) e Souza espreitam o onze

É impossível (e errado) resumir a culpa da derrota do FC Porto em Sevilha a um só nome, mas as circunstâncias da reviravolta alcançada pelo Betis colocaram um jogador dos dragões na mira dos adeptos.

Depois de já ter vivido uma segunda metade de época difícil em 2025/26, Francisco Moura voltou, na quarta-feira, a ficar associado a um resultado negativo da equipa azul e branca: no lance do 2-2, perdeu o ressalto e o duelo individual com Antony, que faria a assistência para Cucho Hernández; no 3-2 final, é o lateral-esquerdo que é ultrapassado e que comete falta sobre Ángel Ortiz no interior da grande área, originando o penálti decisivo.

Intervenções diretas em dois lances que tiveram influência no resultado e que deixam o camisola 74 numa posição (ainda) mais frágil nas opções de Francesco Farioli, depois de ter terminado a campanha transata num contexto muito delicado no plano individual.

Puxando atrás a fita do tempo, Moura ficou ligado, em pouco mais de um mês, a vários momentos que subtraíram pontos ao FC Porto na Liga. No início de fevereiro, na derrota sofrida no reduto do Casa Pia (2-1), o lateral canhoto não viu Larrazabal fugir-lhe pelas costas no 1-0.

Volvida uma semana, entrou aos 84' no clássico com o Sporting, e cometeu a grande penalidade que daria o empate (1-1) aos leões, já na compensação.

Em março, foi novamente lançado por Farioli na segunda parte da deslocação à Luz: os dragões venciam por 2-0 e os dois tentos do Benfica apareceram pelo lado canhoto da defensiva portista, embora aí Moura tenha sido parcialmente ilibado de responsabilidades.

A fatura psicológica paga pelo defesa de 26 anos foi pesada e o próprio Farioli optou, na reta final da temporada, por resguardar o jogador, que viu a respetiva utilização cair a pique. No mercado de verão, Francisco Moura despertou interesse em diversas latitudes, mas acabou por permanecer, uma vez que a SAD liderada por André Villas-Boas não se deixou convencer pelas abordagens levadas a cabo por emblemas estrangeiros. Voltando ao embate com o Betis, o treinador do FC Porto rejeitou atirar as culpas «para os ombros de um único jogador», garantindo que isso é algo que «nunca» acontecerá.

Contudo, numa altura em que Zaidu está recuperado da lesão que sofreu em agosto e Souza se aproxima da condição física ideal — deixou excelentes indicações no particular com o Deportivo — o lugar de Moura no onze encontra-se sob séria ameaça (e ainda há Martim Fernandes...). Até porque o próximo jogo será perante o exigente tribunal do Dragão, que, em relação ao lateral, já tem o pavio curto.

Próximo artigo

A iniciar sessão com Google...