Francesco Farioli, treinador do FC Porto - EPA/Homem de Gouveia
Francesco Farioli, treinador do FC Porto - EPA/Homem de Gouveia
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Farioli responde a Van der Gaag: «Campo inclinado? Sim, jogámos numa só direção»

As palavras do técnico dos campeões nacionais após a vitória suada do FC Porto em casa do Marítimo (2-1)

Francesco Farioli reconheceu que o FC Porto teve de suar (e muito) para bater o Marítimo nos Barreiros, mas não coloca em questão a justiça do resultado, tendo aproveitado para, com alguma ironia à mistura, responder ao homólogo Mitchell van der Gaag, que, minutos antes, havia falado em «campo inclinado».

«Sobre as dificuldades de vir cá, ontem dei uma boa imagem do que podíamos esperar. Uma equipa bem organizada, lutadora. Começaram muito fortes, mas, na avaliação geral, não há dúvidas sobre a equipa que mereceu vencer o jogo. A nossa abordagem foi positiva, o golo deles aparece um pouco do nada, como uma bofetada na cara, mas pode acontecer. A reação foi positiva. Conseguimos marcar antes do intervalo e tivemos outras boas oportunidades na segunda parte. Jogámos em metade do campo, concordo com o treinador [do Marítimo] quando diz que esteve inclinado numa só direção. Mas sinto que foi ao contrário do que ele viu. Merecemos os três pontos», vincou o técnico dos campeões nacionais, na zona de entrevistas rápidas, destacando, já em conferência de imprensa, a importância de chegar ao empate antes do intervalo: As dificuldades que tinha mencionado na antevisão, encontramo-las. Uma equipa bem organizada, competitiva. Estiveram sempre no jogo. O golo aparece do nada, porque estávamos num bom momento. Depois, a reação foi positiva e foi muito importante marcar antes do intervalo. Nos últimos 10 minutos, quando colocaram seis ou sete jogadores na última linha, tivemos de defender. Diz muito da mentalidade vencedora da equipa, de competir até ao fim. Feliz pela vitória.»

«Sabíamos que seria muito complicado, mas, nos poucos treinos que tivemos, estivemos em grande nível. Boa atitude, os jogadores estavam ligados. Não foi a melhor exibição, mas não é fácil jogar aqui, a bola batia muito, o que não ajuda. Competimos bem. Quando foi o momento de sofrer, nos últimos 5 ou 6 minutos, em que nos empurraram para a nossa área, tivemos e contra-ataques que podiam ter dilatado o resultado ainda mais», prosseguiu.

Farioli abordou, ainda, a entrada de Pietuszewski, que decidiu o encontro com um golaço na reta final, e a saída forçada de William Gomes, com uma lesão no tornozelo direito: «O Oskar teve um arranque de época muito difícil. Nesta pausa internacional estávamos a contar tê-lo connosco, mas foi chamado à seleção, porque tiveram algumas dificuldades. Estando lá, é mais difícil controlar a carga física. Voltou pior do que estava quando foi para lá. Mas trabalhou bem, ontem perguntei-lhe quantos minutos sentia que podia jogar e ele falou em 15 ou 20. Fez a diferença no tempo que esteve em campo. Sobre o William, não parece bom pelas imagens… Está lá dentro [do balneário] com um sorriso, sempre, mas no tornozelo é muito doloroso.»

Em jeito de remate final, Farioli virou baterias para o embate de quarta-feira com o Bétis, na 2.ª jornada da fase de liga da Champions. «Agora, temos de preparar bem o jogo com o Bétis. Vamos estudar o adversário e recarregar baterias, porque o jogo de hoje obrigou-nos a atingir um certo nível físico e mental. Temos de preparar-nos bem para chegarmos lá nas melhores condições e fazermos um grande jogo», concluiu o italiano.

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