A Federação Angolana de Futebol (FAF) apresentou o Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Futebol Feminino em Angola, o documento que vai guiar a modalidade entre 2026 e 2029. Formação, capacitação dos agentes desportivos e melhores condições de trabalho são as três apostas centrais.

O plano chega num momento de viragem. Depois de anos a viver de torneios curtos e concentrados, o futebol jogado por mulheres no país prepara-se para ter, a partir de Novembro, o seu primeiro campeonato nacional disputado ao longo de toda a época.

Assenta em três pilares: a formação de novas jogadoras, a capacitação de quem as rodeia (treinadores, árbitros, dirigentes e gestores de clubes) e a criação de condições para que a modalidade cresça de forma sustentada em todo o país.

Quando tomou posse, em Dezembro de 2024, o presidente da FAF, Alves Simões, colocou o futebol de formação, feminino e masculino, entre os alicerces do mandato, com o objetivo de identificar e acompanhar talentos em todas as províncias. 

Na mesma ocasião, admitiu que o desenvolvimento do futebol feminino tinha sido, até então, tímido.

Em Março deste ano, a vice-presidente da FAF para o futebol feminino, Irene Gonçalves, participou num workshop da CAF e da COSAFA sobre liderança e administração da modalidade, na África do Sul, de onde trouxe a orientação de trabalhar mais de perto com os clubes.

A mudança mais visível já tem data. Em Agosto, a FAF confirmou o primeiro Girabola Feminino em formato de campeonato regular, de Novembro a Maio, com 10 a 12 equipas a jogar a duas voltas, todas contra todas. O modelo substitui o torneio concentrado e responde a uma exigência da CAF e da FIFA, que pedem um número mínimo de jogos por época aos clubes que queiram competir em África.

O plano estende-se até 2029, um ano para lá do actual mandato da direção de Alves Simões, que cobre o quadriénio 2024-2028.

Ou seja, parte do trabalho ficará nas mãos de quem vier a seguir ou de Alves Simões, no caso de se recandidatar e ganhar. 

A iniciar sessão com Google...