Geyse esteve ligada ao Benfica entre 2018 e 2020
Geyse esteve ligada ao Benfica entre 2018 e 2020
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Ex-Benfica superou depressão mas quase desistiu do futebol devido à morte do irmão

Geyse Ferreira reencontrou a felicidade no América do México

Após um período de profunda dor e reflexão, a ex-Benfica Geyse encontrou novamente a alegria nos relvados. A avançada brasileira, que passou pela Luz entre 2018 e 2020, com um registo de 59 golos e duas assistências em 39 jogos, esteve perto de abandonar o futebol na sequência da morte trágica do irmão, Geovanne Ferreira, vítima de um acidente de viação em Alagoas, em janeiro de 2025. O episódio mergulhou a internacional canarinha numa depressão, superada com apoio familiar, psicológico e uma mudança decisiva para o futebol mexicano.

Geyse esteve ligada ao Benfica entre 2018 e 2020
Geyse esteve ligada ao Benfica entre 2018 e 2020

A viver um momento de grande fulgor ao serviço do América, do México, a atleta recordou o choque da notícia recebida através do seu melhor amigo. Geovanne era o seu maior adepto e confidente.

«Na minha cabeça, não vinha outra coisa: quero voltar para casa», confessou a avançada, recordando o momento em que a sua vida perdeu o rumo. «Estava no Manchester United e quando cheguei a casa, ver a minha mãe naquela situação, a chorar muito, foi bem difícil. Consegui passar 10 dias. Mas o que me ajudou mesmo a sair dessa situação foi o apoio da minha mãe, dos meus irmãos e principalmente acompanhamento psicológico, que até hoje eu faço.»

Jogadoras do Manchester United prestaram apoio a Geyse
Jogadoras do Manchester United prestaram apoio a Geyse

O processo de recuperação arrastou-se por vários meses. Depois de uma passagem a título de empréstimo pelo Gotham, onde se sagrou campeã sem conseguir desfrutar do jogo, a jogadora recusou regressar a Inglaterra e colocou um ponto final na ligação ao Manchester United.

«Não queria mais jogar no Manchester United, porque eu não estava numa fase boa. Fui para o Gotham e não consegui desfrutar do futebol, estava cabisbaixa, com depressão, fomos campeãs e voltei para casa», explicou Geyse, que admitiu ter ponderado deixar os relvados pela segunda vez. «Passei praticamente dois meses e disse: não quero jogar mais, não quero voltar para o Manchester United, então surgiu proposta do Palmeiras e do América. Pensei em ficar no Brasil, ficar mais perto da minha família, e depois: não, não é o momento de voltar, então aceitei a proposta do América e fui.»

A transferência em definitivo para o América concretizou-se em janeiro de 2026 e marcou o renascimento da avançada: «Foi então que tive mais suporte do lado da psicologia e eles abraçaram-me. As minhas companheiras abraçaram-me, falei um pouco com algumas do que aconteceu, a estrutura também me abraçou, e foi aí que me senti mais confiante, voltei a desfrutar do futebol, estou a desfrutar. Mas o que me ajudou mesmo foi a psicóloga.»

O impacto desportivo foi imediato. Nos primeiros seis meses no clube mexicano, Geyse assinou 11 golos em 18 partidas. O arranque da temporada 2026/27 confirmou o momento excecional, com um registo de 16 golos e duas assistências em apenas 10 jogos. O rendimento expressivo abriu-lhe novamente as portas da seleção do Brasil no passado mês de junho, após dois anos de ausência.

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