Donos do Everton pensam vender o clube… dois anos após o comprarem
O Friedkin Group está a explorar uma possível venda do Everton, menos de dois anos após ter assumido o controlo do histórico clube da Premier League. O consórcio norte-americano completou a compra de 99,5% do clube em 2024, sucedendo ao antigo proprietário Farhad Moshiri num negócio avaliado em mais de 400 milhões de libras (cerca de 472 milhões de euros, à taxa de câmbio atual), numa altura em que o emblema enfrentava uma grave crise financeira.
Em comunicado oficial, o grupo norte-americano liderado por Dan Friedkin confirmou a abertura a novos cenários, justificando que, após garantir a estabilidade e a inauguração do novo estádio no último ano, é o momento de avançar. «O The Friedkin Group está a explorar novas opções de investimento para o Everton, incluindo a potencial venda de uma participação de controlo», informou a entidade.
«A prioridade imediata foi proporcionar a estabilidade, o investimento e o apoio necessários para garantir o futuro do clube. Com esta base devidamente estabelecida, é o momento certo para considerar o próximo capítulo para o Everton», acrescentou o grupo, garantindo que apenas analisará propostas de interessados que considere «certos para levar o clube em frente».
A liderança do Everton esteve sob forte escrutínio no último mercado de transferências, gerando atritos com os adeptos. A administração vendeu Iliman Ndiaye para o Manchester City por €70 milhões e o luso-guineense Beto para a Fiorentina por €18 milhões. No último dia de mercado, o clube não conseguiu concluir a compra de Folarin Balogun ao Mónaco, deixando o técnico David Moyes com apenas uma referência ofensiva no plantel sénior, o francês Thierno Barry, e somente 18 jogadores de campo.
A postura reservada do grupo no mercado inglês contrasta com a gestão mais próxima na Roma, clube detido pelos Friedkin desde 2020, que beneficia das receitas da Champions League e comprou Rodrigo Mora ao FC Porto no verão. A perceção de ausência dos proprietários acentuou-se em setembro, quando David Moyes revelou nunca ter falado ou estado com Dan Friedkin desde que reassumiu o comando técnico da equipa em janeiro de 2025, há 21 meses, período no qual o empresário sediado em Houston não marcou presença em nenhum jogo.
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