Cândido Barbosa anuncia investimento superior a €2 milhões no ciclismo de pista

Presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo quer requalificar pistas e modernizar equipamentos de treino para aproximar as condições dos corredores nacionais das que dispõem os principais adversários internacionais

Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo, anunciou um investimento superior a dois milhões de euros na requalificação das pistas e na modernização dos equipamentos de treino, defendendo que as condições de preparação devem acompanhar o talento dos atletas portugueses. O dirigente esteve presente na receção, em Lisboa, a três dos corredores que regressaram dos Mundiais de ciclismo de pista, em Xangai, na China: Iúri Leitão, medalha de ouro no omnium e de prata no madison, com Ivo Oliveira; Maria Martins, medalha de bronze em scratch; e Diogo Narciso.

O responsável federativo destacou os resultados alcançados pela Seleção Nacional, atribuindo-os a um trabalho de continuidade desenvolvido ao longo de mais de uma década, mas sublinhou que é necessário reforçar os meios disponíveis para competir ao mais alto nível.

Cândido Barbosa, presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo (foto Miguel Nunes)

«Foi um encerramento de uma temporada muito positiva, que se deve a um trabalho de mais de uma década de alguém que apostou na pista [n.d.r.: referindo-se ao antecessor no cargo federativo, Delmino Pereira], que apostou no selecionador certo e num trabalho que se tem vindo a desenvolver», começou por declarar Cândido Barbosa.

O presidente da Federação Portuguesa de Ciclismo considera prioritário requalificar as infraestruturas e renovar o material utilizado pelos corredores na preparação diária, de forma a reduzir a diferença em relação às principais potências da modalidade.

«Mas temos de requalificar as pistas, os materiais de treino, porque temos de dispor de armas iguais aos dos adversários que também competem para ganhar. Ainda não as temos, mas numa segunda fase de apetrechamento iremos estar um bocadinho mais à vontade», explicou.

Questionado sobre como se explicam os títulos e os pódios internacionais apesar das limitações existentes, Cândido Barbosa apontou o talento, o compromisso e o empenho dos atletas como fatores determinantes, sem deixar de reconhecer a necessidade de equipamento mais avançado.

«O talento tem que estar em primeira linha, mas faltam-nos algum equipamento de treino de alta tecnologia. Esta é uma vertente que se discute ao milésimo de segundo e ainda não temos ferramentas de treino para estar à altura dos melhores. O compromisso e o empenho dos atletas faz toda a diferença, e nestes Mundiais houve um compromisso de todos, por isso trouxemos estas magníficas medalhas. O talento, está visto que o temos, que é o mais importante.»

Sobre os valores previstos, o dirigente revelou que a requalificação das pistas representa, por si só, um orçamento de 1,5 milhões de euros. Com a modernização dos equipamentos de treino, o investimento global deverá ultrapassar os dois milhões de euros.

«Só a pista terá um orçamento de 1,5 milhões de euros para a requalificação. No total, com a modernização do equipamento de treino, deve rondar mais de 2 milhões €. Naturalmente, esta operação não se poderá realizar sem o apoio do IPDJ e do Governo, através da Secretaria de Estado do Desporto, que têm estado ao nosso lado.»

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