Foto: Instagram/@carocavalgni
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Campeão do Mundo desmistifica mito: «Ser mulher de jogador é muito duro»

Tagliafico abriu o livro sobre o seu lado mais pessoal

Nicolás Tagliafico abordou o futuro da carreira e a vida pessoal numa entrevista recente que teve como ponto de partida o Mundial de 2026 com a seleção argentina. O lateral de 34 anos não escondeu a hipótese de regressar ao seu país natal quando terminar a ligação ao Lyon, associando essa decisão à vontade de constituir família com a esposa, Carolina Calvagni.

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«O meu contrato termina em junho de 2027 e ainda não tenho filhos, mas se tiver filhos e quiser estar perto da família, talvez regressemos à Argentina. Não sei, pode ser que sim. Hoje deixo a porta aberta, mas vai depender muito dos projetos que existam na Argentina, em que clube e como tudo funcione», explicou o defesa, que se sagrou campeão do Mundo em 2022, no Qatar, e esteve perto de rumar ao Atlético Madrid e à Juventus no último mercado de transferências.

A perspetiva de paternidade surge na sequência das declarações da própria companheira, que revelou sentir-se agora preparada para a maternidade: «Talvez os filhos, a dada altura, não fossem a minha prioridade número um, digamos dos 20 aos 30 anos. Sinto que fiz muitas coisas, dei prioridade aos meus projetos, a viajar e a aproveitar com o meu companheiro. Agora, a partir dos 30, é outra etapa da minha vida e sinto-me preparada para talvez ser mãe.»

O antigo jogador de Banfield e Independiente falou ainda sobre o impacto das críticas nas redes sociais e a dinâmica quotidiana do casal em solo francês. «Talvez haja um comentário negativo entre vinte e ficas agarrado a esse. Para as mulheres é ainda muito mais difícil. No meu caso, fui aceitando e percebi que são apenas opiniões e não a verdade. Cada um pode dizer o que quiser, tudo depende do que sentimos por dentro», sublinhou.

Por fim, o campeão do mundo destacou a importância dos projetos profissionais de Calvagni, que recentemente exibiu detalhes da residência de ambos na Argentina, incluindo um cinema privado com zona de snacks. «Temos uma relação quase de amizade, uma grande cumplicidade em que também há zangas normais, mas que nos fazem bem. Ela queria encontrar o seu caminho e ter um projeto próprio, algo fundamental porque não é fácil ser 'mulher de futebolista', psicologicamente é muito duro. Apoiamos-nos mutuamente. A nossa vida social em França é reduzida e funcionamos um pouco como psicólogos um do outro», concluiu Tagliafico.

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