João Ferreira, antigo arbitro e vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, sucedeu a Duarte Gomes como Diretor Técnico Nacional da Arbitragem
João Ferreira, antigo arbitro e vice-presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, sucedeu a Duarte Gomes como Diretor Técnico Nacional da Arbitragem
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CA «tremendamente feliz» com desempenho dos árbitros

Diretor Técnico Nacional de Arbitragem destaca adaptação às novas orientações, com base nos dados apurados até à primeira paragem

«Estamos tremendamente felizes com o desempenho dos árbitros». Foi com esta frase que o Diretor Técnico Nacional de Arbitragem fez um balanço do arranque da temporada, no que diz respeito ao setor do apito. «Os árbitros foram fantásticos, vestiram a camisola», acrescentou João Ferreira, a fechar uma ação de formação para jornalistas e comentadores, realizada na Cidade do Futebol. 

O Diretor Técnico destacou a forma como as equipas de arbitragem conseguiram adaptar-se rapidamente às orientações adotadas para a época 2026/27, e que incidem muito no objetivo de dar mais fluidez aos jogos.

Para sustentar este balanço, o dirigente apresentou dados das principais competições nacionais, com destaque para o tempo útil de jogo, que cresceu 9,28% nas primeiras sete jornadas da Liga (de 52m56s, na época passada, para 57m44s agora), e 10,46% na Liga 2 (passou de 48m17s para 53m21s). Foram 30 os jogos destes dois escalões que tiveram um tempo útil de jogo acima dos 60%, e apenas 12 aqueles que ficaram abaixo dos 50%.

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Os dados relativos ao número de faltas apontam no mesmo sentido, com o principal escalão a registar um decréscimo de 14%, enquanto que a Liga 2 teve uma quebra de 12% nas primeiras seis jornadas.

João Ferreira também apresentou dados relativos aos cartões exibidos, onde a descida foi ainda mais significativa: de 22% na Liga e de 26% no segundo escalão.

VAR com acerto de 97%

No que diz respeito à análise ao VAR, João Ferreira destacou uma taxa de acerto global nas decisões de 97,1%, englobando Liga, Liga 2, Liga Feminina e Supertaça Cândido de Oliveira. Se tivermos em conta apenas a competição principal do futebol português, então a taxa sobe para 97,6%.

Na Liga 1 o número de intervenções do vídeoárbitro caiu 41%, sendo que o tempo médio também baixou, 10%, de 2m12s para 1m59s.

Embora agradado com esta evolução, João Ferreira reconheceu que a interferência deve ser ainda menor, e apresentou um gráfico para explicar que a partir dos 90 segundos a intervenção já é classificada como microscópica, e o nível de aceitação dos adeptos/público cai de forma acentuada a partir desse momento.

SAOT a «curto prazo»

João Ferreira confidenciou, nesta ação de formação para jornalistas e comentadores, que acredita que o sistema semiautomático de verificação de fora de jogo (SAOT - sigla para a designação inglesa Semi-Automated Offside Technology) possa ser implementado «a curto prazo» em Portugal.

O Diretor Técnico Nacional da Arbitragem explicou que têm sido dados passos nesse sentido, em articulação também com a Liga, e explicou que a ferramenta pode ser introduzida a meio de uma temporada, uma vez que não altera as regras do jogo, serve para melhorar as práticas já existentes. Não existe qualquer garantia, em todo o caso, que possa entrar em vigor já em 2026/27.

No que diz respeito à tecnologia da linha de golo (GLT), o dirigente reconheceu que essa tecnologia «é mais complicada», pelo que a sua aplicação deverá ser mais demorada.

De referir que o presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, abriu a ação de formação, mas depois deixou João Ferreira a liderar a mesma e ausentou-se da sala, na Cidade do Futebol.

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