Benfica goleia lanterna vermelha na estreia de Ana Borges
O Benfica aproveitou a visita à Madeira para somar o terceiro triunfo consecutivo na Liga feminina, batendo o Marítimo por 4-0, no Campo da Imaculada Conceição, no Funchal, no jogo que marcou a estreia oficial de Ana Borges de águia ao peito, depois do calvário da lesão.
A deslocação ao terreno do lanterna vermelha, em encontro da 4.ª jornada, não poderia ter começado da melhor maneira para o conjunto encarnado: com apenas 9 minutos decorridos, Caroline Moller aproveitou uma falha da guarda-redes Carolina Rodrigues, que não segurou um cruzamento fácil da sua esquerda, permitindo à avançada dinamarquesa atirar a contar.
No entanto, uma boa resposta das insulares manteve o resultado em aberto até ao intervalo — Rita Coutinho deixou Lena Pauels em sentido, com um remate à trave (11'), e Mia Foster só não festejou o empate porque Catarina Amado, com um corte providencial, impediu o golo (18').
Do lado contrário, as visitantes tiveram grande ocasião para dilatar a vantagem aos 28' — Chandra Davidson aproveitou uma saída em falso da guarda-redes dos postes para faturar —, mas após uma intervenção de cinco minutos do VAR o golo não contou, por existência de fora de jogo de Nycole.
A segunda parte começou com a equipa de Ivan Baptista a querer fechar o jogo o quanto antes, Carolina Rodrigues ainda adiou o bis de Caroline Moller aos 46', mas não resistiria à insistência da dinamarquesa, que fez o segundo aos 62'.
Depois de Chandra Davidson desperdiçar ocasião para ampliar (55'), Marit Lund fez o 3-0 de livre direto aos 69', minutos antes de Ana Borges ser lançada em campo, para somar os primeiros minutos com a camisola encarnada, depois de mais de um ano ausente por lesão — em agosto de 2025, pouco depois de ter assinado pelas águias, a lateral-direita sofreu uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, o que a obrigou a cirurgia e paragem prolongada.
Já com a ex-Sporting em campo, o Benfica sentenciaria a partida, via Nycole (88'), igualando o Torreense no topo da classificação.