Treinador do Benfica falou também sobre conversa com Prestianni
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Chato no banco? Arbitragem? Bah? Todas as ideias de Marco Silva

Treinador do Benfica reagiu ao triunfo (2-0) sobre o Vitória de Guimarães

— Que análise faz a esta vitória do Benfica?
—
Uma vitória justíssima, não é? Uma vitória da única equipa que criou realmente oportunidades para ganhar e da equipa que fez mais para ganhar, como nos competia, como era a nossa obrigação. Começo por agradecer também aos nossos adeptos, mais de 60 mil na Luz, com apoio constante à equipa. Entrada muito forte nossa. Os primeiros 30 minutos foram de grande qualidade, muita dinâmica, muitas e boas oportunidades para para praticamente resolver o jogo. Oportunidades muito grandes, algumas só com o guarda-redes pela frente. Praticamente não permitimos nada ao nosso adversário. Nos últimos 15 minutos já começámos a perder aquilo que tinha sido a nossa grande arma de ter a bola sempre no meio-campo ofensivo. E a segunda parte foi diferente. Perdemos muitas bolas, sem razão. Sudakov acabou por ter o impacto com o golo que fez, importante para ele, importante para a equipa, mas muito importante para ele. Basicamente a segunda parte não foi ao nível do que nós podemos fazer.

— No final notou-se comunhão entre adeptos e equipa, sente que já conquistou por completo os adeptos do Benfica?
—
Convenci hoje porque ganhei, amanhã tenho de convencer outra vez, na quinta-feira tenho de convencer outra vez. Esse é o meu trabalho, é a forma de encarar o meu dia a dia. No futebol é tudo muito volátil. Não vou esconder aqui que não é importante. Quem vê o Benfica e quem ama realmente o clube reconhece quando os jogadores dão tudo. Tem sido uma equipa com uma determinação muito grande, com uma atitude muito grande. E com uma identidade clara e com boas exibições, porque também é importante para nós. Não é só o ganhar.

— Qual a importância de Sudakov marcar? E qual a razão de Aursnes não estar no onze inicial?
—
Foi uma decisão nossa, fez seis jogos em 20 dias, praticamente. Chegou da seleção, treinou bem, sentiu-se um pouco mais cansado. E foi uma decisão não só técnica, houve algumas questões que tivemos de avaliar também, a situação de não termos um lateral-direito no banco. Acabámos por precisar dele, não só para o meio-campo, mas também para acabar o jogo no corredor direito. Quanto ao golo de Sudakov, muito importante. Hoje jogou muito menos tempo e acabou por fazer um golo, o futebol tem estas coisas. Mas um golo muito importante para a equipa, porque acabou por praticamente cimentar aquilo que era a nossa superioridade no jogo.. Andava à procura deste momento já há algum. Acaba por ser não um alívio, mas momento importante para ele.

— No próximo jogo, com o Celtic, pode haver revolução no onze? Com jogadores que trabalharam consigo na paragem?
— Poderá ser possível. Iremos ver, analisar os jogadores, analisar o jogo também, analisar o nosso adversário e depois iremos tomar decisões.

Galeria de imagens 26 Fotos

— Falou com Prestianni no final, quer revelar a razão? E também criticou muitas decisões disciplinares do árbitro. Como é que viu a arbitragem do jogo?
— Vão ver-me a protestar quando são faltas sobre os jogadores do Benfica, é a emoção do jogo. Há dois ou três momentos em que existiram faltas que deveriam ser amarelo, isso parece-me óbvio. Se eu protestei mais ou protestei mais ou menos, não me lembro, sinceramente. Já reconheci, no banco tento jogar o jogo com os meus jogadores e sou emocional naquele momento; tento controlar-me, por vezes não consigo e sou o primeiro a penitenciar-me por isso e não vou estar aqui a fazer um papel que não é o meu. Por vezes sou um bocado mais chato do que aquilo que deveria ser. Tento controlar-me, mas não é fácil quando vemos algumas coisas que não nos agradam assim tanto e que podem ter alguma influência naquilo que são as minhas reações. Mas neste momento já estou mais calmo e reconheço isso também. Se [os jornalistas] falam em mãos ou em amarelos, é porque algo se passou, também tiveram oportunidade de ver todas as imagens. Quanto a Prestianni, está tudo bem com ele. Foi uma conversa que me pareceu que durou mais tempo porque ele gosta de ficar para o fim e gosta de conversar comigo, simplesmente.

— Paragem foi longa, sente equipa melhor ou pior?
—
Foi benéfica só pela questão do Souffian [El Karouani], do Claudio [Echeverri], infelizmente na paragem não conseguimos dar também jogo ao Durán, porque sentiu um desconforto. Foi benéfica para estes jogadores, para o próprio Manu também, foi a única questão benéfica. Para nós, não foi bom, depois dos resultados que tínhamos tido [derrota com o FC Porto]. Quase três semanas sem ter a hipótese de jogar novamente, com o apoio dos nossos adeptos e conquistar mais três pontos. Portanto, teve um peso e a equipa não melhorou.

— Bah ressentiu-se da lesão?
—
Não teve nada a ver com a lesão. Ele estava-se a sentir com pouca energia, sentiu um bocado de fadiga também na coxa. Não interessa o porquê, felizmente está tudo bem, mas o Bah ontem teve um dia muito difícil [questão familiar] e há que expressar o nosso sentimento enquanto clube pelo seu profissionalismo, pela capacidade e resiliência que mostrou para estar aqui connosco hoje e ajudar a equipa. Disponibilizou-se totalmente para estar com a equipa esta noite, sentiu-se com pouca energia, porque não foi um dia e uma noite normais para ele, simplesmente isso. Decidimos fazer a alteração. Antes de sair acaba por me dizer isso mesmo, que estava a sentir algum desconforto e nós tomámos a decisão, não quisemos correr o risco, mas nada a ver com a antiga lesão que ele teve.

A iniciar sessão com Google...