Adicione A BOLA às suas preferências do Google

Angola entra no mapa mundial do padel

Delegação liderada por Lukeny Hendrick, presidente da Padel Angola garantiu, em Madrid, a adesão do país à Federação Internacional de Padel. Seis anos depois dos primeiros campos em Luanda, a modalidade ganha agora acesso direto ao circuito internacional

Há pouco mais de meia década, quem quisesse jogar padel em Angola contava os campos pelos dedos das mãos. Hoje, o país tem lugar à mesa da principal instituição da modalidade. Angola tornou-se oficialmente membro da Federação Internacional de Padel (FIP), numa decisão tomada durante a 36.ª Assembleia Geral do organismo, em Madrid.

A delegação angolana foi chefiada por Lukeny Hendrick, presidente da Padel Angola, que se fez acompanhar por Mónica Casqueiro. O palco não podia ser mais simbólico: a FIP foi fundada em 1991, precisamente em Madrid, por representantes das federações da Argentina, Espanha e Uruguai.

Em declarações à imprensa espanhola, o dirigente deixou claro que a filiação não é a linha de chegada. "Hoje concretizamos o objetivo estratégico de colocar Angola no mapa mundial do padel. Esta entrada na FIP é um ponto de partida. Queremos construir um padel sólido em Angola, competitivo e bem organizado, capaz de representar o país com dignidade e ambição", afirmou.

Angola conta atualmente com mais de 25 clubes e cerca de uma centena de campos, o que o coloca entre os mercados de maior expansão da modalidade no continente.

A entrada na FIP é o culminar de um caminho percorrido com método. Em junho, a Federação Angolana de Ténis e a Associação Provincial de Padel de Luanda assinaram um memorando de entendimento, rubricado por Platini Mendes e Lukeny Hendrick, que abriu caminho à oficialização do padel como modalidade federada e a uma ligação mais direta às estruturas internacionais. Quatro meses depois, essa ligação está concretizada.

Na prática, a adesão abre portas à formação certificada de atletas e treinadores, à participação em competições internacionais e a um crescimento mais estruturado da modalidade. 

Em África, o país segue os passos de vizinhos como Argélia, Côte d'Ivoire, Gana, Quénia, Mauritânia e Marrocos, admitidos em 2024, e da Tunísia, que entrou em 2023. 

Para os milhares de praticantes que, nos últimos anos, transformaram os campos de padel num ponto de encontro em Luanda, a notícia de Madrid tem um significado concreto: o talento que hoje se forma nos clubes angolanos passa a ter um caminho oficial até às grandes competições internacionais.

A iniciar sessão com Google...