Pietuszewski e Bednarek numa celebração polaca — Foto: GREGORIO CUNHA/LUSA
Pietuszewski e Bednarek numa celebração polaca — Foto: GREGORIO CUNHA/LUSA
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A gaveta de Pietuszewski tinha as medidas certas (as notas do FC Porto)

O golo de Froholdt iluminou a reação, o passe de Kiwior abriu caminho à reviravolta e o FC Porto manteve o pleno numa noite de sofrimento
O melhor em campo: Pietuszewski (8)

O internacional polaco não costuma precisar de muito tempo para baralhar as referências de marcação. Entrou aos 79’, marcou aos 84’ e podia ter bisado pouco depois. Mais do que o controlo espetacular com o pé direito e a forma como trabalhou o lance, ficam os três pontos que o golo valeu ao FC Porto, mantendo o trajeto 100 por cento vitorioso na Liga. Um desfecho que reforça a confiança do grupo e aumenta a pressão sobre os rivais, cada vez mais obrigados a não falhar. Após passe de Kiwior, assinou um movimento de grande qualidade, só superado pela finalização: bola à gaveta! Celebrou, mas teve de esperar pela decisão do VAR para voltar a festejar, desta vez sem anticlímax: estava em jogo por um centímetro. Pouco depois, num lance mais fácil, surgiu isolado, mas a relva passou-lhe uma rasteira.

4 Diogo Costa — Szalai foi o primeiro a colocá-lo à prova, mas segurou a bola sem problemas. Ao segundo remate do húngaro, uma rara hesitação do internacional português foi-lhe fatal: queixou-se de não ter visto aquela bomba sair do pé do central do Marítimo. Pouco depois, uma defesa para a frente semeou o caos na ligação com Alberto. Segunda parte mais calma, mas, no fim… voltou a assustar.

Golo Marítimo:

6 Alberto — O primeiro portista a criar problemas a Vieites, com um remate cruzado após passe de André Silva (26’). Foi também o lateral a iniciar a jogada do empate, com um cruzamento que acabaria com Froholdt a celebrar.

6 Bednarek — Corte cirúrgico na área, em carrinho, quando Tejón ameaçava marcar o segundo golo do Marítimo. Teve mais problemas até ao intervalo, mas o FC Porto foi depois impondo a sua força, permitindo ao polaco crescer e colocar bolas promissoras na área. Quase no final, fez um corte precioso após um erro de Diogo Costa.

7 Kiwior — Tranquilo, sem grandes dramas para resolver, deixou para Bednarek a luta física com Butzke e preocupou-se sobretudo em sair com qualidade, dando à bola o destino certo. Nesse capítulo, o passe para o golo de Pietuszewski foi um momento absolutamente definidor.

6 Francisco Moura — Importante na reação dos portistas ao golo de Szalai: foi dele o cabeceamento que obrigou Vieites a uma defesa incompleta e permitiu a Froholdt, bem colocado, fazer o 1-1. A ligação com Froholdt voltou a funcionar aos 62’, mas Vieites respondeu com uma defesa impossível. A reabilitação do lateral está em marcha, com uma resposta à confiança de Farioli também no plano defensivo.

4 Alan Varela — Viu o amarelo aos 36’, por uma entrada dura sobre Tejón. O regresso ao onze não trouxe a afirmação esperada do argentino, que ficou condicionado pelo cartão e já não voltou do balneário.

7 Victor Froholdt — Jogo apagado até se acender a luz do golo. A locomotiva dinamarquesa surgiu no momento certo e à hora combinada com Francisco Moura para fazer o empate antes do intervalo. Voltou a ser pontual na segunda parte, mas, desta vez, o cabeceamento do nórdico esbarrou na luva de Vieites.

5 Inbeom Hwang — Novidade no onze, o sul-coreano somou a segunda titularidade no FC Porto. Fica a ideia de que é mais eficaz e fogoso quando sai do banco. Não comete muitos erros e é solidário, mas não tem o nervo nem a verticalidade de Gabri Veiga, que o rendeu aos 54’.

5 William Gomes — Saiu do relvado em lágrimas, com um esgar de dor provocado por uma torção violenta do pé direito, quando procurava pressionar a saída de bola de Vieites. A torção impressionou. Até esse momento de azar, tinha sido a unidade mais ligada à corrente, com iniciativas que deram dores de cabeça à defesa maritimista.

5 André Silva — Travou uma luta tremenda entre os centrais e, no primeiro tempo, fez um cabeceamento perigoso, intercetado por Guzzo. Mais flagrante foi a ocasião proporcionada por Borja Sainz: ganhou espaço para cabecear, mas a bola disse 'olá' à trave. Na última ação, amorteceu a bola para um estouro de Gabri.

6 Pepê — Criou múltiplos problemas a Igor Julião, limitando o perigo que o extremo podia causar e obrigando-o a recuar. Não foi por acaso que o Marítimo pouco ameaçou pelo corredor direito. Na primeira parte, quando o FC Porto caiu de produção após dez minutos de pressão intensa, manteve a bitola.

7 Pablo Rosario — Coincidência ou não, a sua entrada reforçou a solidez defensiva do FC Porto, que ficou menos permeável. A ligação e a proximidade com os centrais dão essa segurança à equipa, sem que esta perca as coordenadas do meio-campo.

6 Gabri Veiga — Cheirou o golo num remate que Vieites afastou. Trouxe mais vivacidade ao ataque, com combinações e ideias que foram desgastando o Marítimo.

5 Borja Sainz — Praticamente na primeira vez que tocou na bola, fez um cruzamento perfeito para André Silva.

5 Samu — Um dado a reter: está mais associativo e, sobretudo, mais capaz de controlar a bola de costas para a baliza. Num desses momentos em que pediu a bola, Pietuszewski isolou-se e só o estado do terreno impediu o bis do polaco.

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