Messi rodeado pelos companheiros da seleção no último jogo pela Argentina
Messi rodeado pelos companheiros da seleção no último jogo pela Argentina

Acabou o Mundial e ele sentiu que tinha dado tudo. Safara a Seleção em momentos de aperto, como já tantas vezes acontecera, e a idade já começava a pesar. Jogar no clube, acumular isso com viagens para lá e para cá, tudo começou a ser avaliado para tomar a decisão que ia (novamente) ressoar por todo o mundo: uma despedida, um último, mesmo último, adeus. Ponderou-o com a família, seguramente, com amigos e companheiros mais próximos.

Contou então a toda a gente: a seleção ia ter alguns jogos em outubro e ele entraria num avião privado para chegar alguns dias antes e jogar o último encontro. Com um adversário improvisado, mas pronto, daqui a uns tempos ninguém se vai lembrar disso. Nem é por acabar com números redondos: foram 208 jogos e 126 golos. Mesmo assim, talvez encontre um espacinho para tatuar. Se é que liga a essas coisas de contar números para lá dos que estão no calendário.

Galeria de imagens 9 Fotos

Chegou e fez muitas coisas pela última vez: treinar, dormir numa certa cama, comer um churrasco com os companheiros dispostos a dar tudo por ele como tantas vezes acontecera ao contrário. No dia, emocionou-se no autocarro para o estádio, vestiu um equipamento especial. Foi adorado por 80 mil pessoas que esgotaram os bilhetes em minutos.

Enquanto isso, o rival - uso a expressão tantas vezes usada por treinadores em Portugal, como se dizer o nome deste lhe atribuísse uma importância que não se quer dar e omiti-lo diminuísse a história dele - na mesma semana, do outro lado do Atlântico, abdicou disto. Pelo menos com esta carga emocional. E não foi pouco, foi muito.

A iniciar sessão com Google...