A análise de Pedro Henriques à arbitragem do Omonia-Benfica
14’ Legal. No primeiro golo dos encarnados e na construção da jogada pelo corredor direito do ataque não há qualquer infração ao nível do fora de jogo no momento em que a bola é passada de Manu para Aursnes, pois este tem mais de dois adversários entre si e a linha de baliza.
Jasper Vergoote (Bélgica, 34 anos) - 7
18’ Lei 5 (O árbitro, página 75, ponto 3 - Lesões): quando uma lesão provocar a interrupção do jogo ou retardar o respetivo recomeço, o jogador lesionado deve deixar o terreno de jogo e apenas pode regressar um minuto após o jogo ter reiniciado, podendo entrar pela linha lateral com o jogo a decorrer desde que o esférico não esteja perto da zona por onde vai entrar. Foi o que aconteceu quando Florin Tanase se lesionou após contacto com Manu Silva.
40’ Fora da área. E sem qualquer infração, pois El Karouani está à frente, tem a posição ganha e é Kakoullis quem choca contra o defesa marroquino dos encarnados, colocando-lhe inclusive o braço direito por trás e nas costas. Bem o árbitro em deixar seguir e nada assinalar.
42’ Em jogo. Na construção da jogada, quando a bola é passada por Ewandro a Jaden Montnor, este está em jogo, de acordo com a decisão do assistente, confirmada pelo VAR, embora não tenha havido repetição com as linhas de fora de jogo. Golo legal.
45’ O árbitro deu três minutos de tempo extra (recuperação de tempo perdido) em função dos dois golos, sendo que o golo dos cipriotas implicou alguma espera para verificação de eventual fora de jogo pelo VAR. Além disso, tivemos uma assistência médica no terreno de jogo a Florin Tanase.
49’ Sem fora de jogo. No momento do cruzamento de Claudio Echeverri, tanto Fredrik Aursnes, que se faz à bola de cabeça sem lhe tocar, como Alexander Bah, que remata, partem de posição regular, não estando, portanto, em fora de jogo. Segundo golo dos encarnados legal.
62’ Cartão amarelo bem mostrado a Tomás Araújo por uma entrada por trás, acabando na ocasião por pisar, com o pé esquerdo, a ponta do pé esquerdo de Lois Diony — um pisão negligente, que foi bem sancionado disciplinarmente.
73’ Sem penálti. Na área dos encarnados, João Palhinha estica a perna direita e toca claramente na bola, estando Luuk Brouwers de pé e afastado a cerca de um metro da ação. No ato contínuo, há contacto na perna direita do médio do Omonia, fruto do movimento de ambos.
83’ Só amarelo. Palhinha arriscou muito na abordagem ao lance, pois com a bola já fora da sua zona de ação, por ter sido tocada por Luuk Brouwers, acaba por varrer as pernas do adversário com a perna direita a deslizar ao nível do chão. Cartão correto pela entrada negligente.
88’ Cartão amarelo bem mostrado a El Karouani por entrar de sola (de forma negligente), embora de raspão, com o seu pé direito sobre o pé/tornozelo, também direito, de Andreas Christou.
90’ Na zona do círculo central, Gianluca Prestianni faz uma entrada, rasteira, muito dura e negligente sobre Andreas Christou. Por essa razão, após o árbitro dar a lei da vantagem, mostrou o cartão amarelo ao avançado argentino dos encarnados na interrupção imediatamente a seguir. Foi o assistente ou o quatro árbitro que ajudou o árbitro principal nesta advertência.
Destaque para os árbitros assistentes ao nível dos fora de jogo em pelo menos três dos cinco golos.
90’ O árbitro deu quatro minutos de tempo extra em função das incidências do segundo tempo: três golos, quatro cartões amarelos mostrados no tempo regulamentar e seis paragens para substituições, nas quais entrou um total de nove jogadores. Não obstante a partida já estar resolvida (1-4), o tempo adicional acabou por ser escasso para tudo o que aconteceu na segunda metade do jogo.
Transmissão sem repetições em lances cruciais (Palhinha, 73') e o golo do Omonia sem linhas de fora de jogo.
90+3’ Cartão amarelo mostrado de forma correta a Lois Diony por uma entrada sobre Gianluca Prestianni. Na ocasião, não parou o seu movimento de forma intencional e, com o corpo e o braço direito, varreu autenticamente o avançado argentino do Benfica. Foi uma entrada desnecessária e desproporcional em termos de força, punida disciplinarmente por se enquadrar em conduta negligente e antidesportiva.