«Quando se aproximam Benfica, FC Porto e Sporting, já tudo numa 'guerra' outra vez, é normal que se usem armas que não se devem utilizar»

Antigo guarda-redes é um dos membros da Comissão de Honra de Pedro Proença e falou sobre o ambiente atual na liga portuguesa

Beto Pimparel, antigo guarda-redes, esteve presente na tomada de posse de Pedro Proença e falou bo futuro da Federação e no presente do campeonato:

Momento do futebol português: «Compreendo que, quando existe uma aproximação muito grande na tabela classificativa começam, obviamente começam os grandes a sentir ali que há uma possibilidade e quando há possibilidade começa-se a falar muito e começa-se a criar muitas nuvens à volta do futebol português, é importante que flua de uma maneira natural, que os jogos fluam de uma maneira natural, que os resultados aconteçam de uma maneira natural e todo este clima, que eu entendo que existe quando se aproximam Benfica, FC Porto e Sporting, já ali tudo numa guerra outra vez, é normal que se utilizem muitas armas que não se devem utilizar. O futebol deve ser uma coisa transparente, normal, competitiva, apaixonante, mas que seja de uma forma leal» 

Transição na FPF: «Agradecer tudo aquilo que o Presidente Fernando Gomes fez pela Federação, fez pelo futebol português, a dimensão que também deu ao futebol português, mas chegou uma era também diferente, uma era de aproveitamento maior, digamos assim, daquilo que o futebol português tem produzido. É verdade que está aqui uma obra enorme, uma obra com muito potencial e esse potencial tem de ser potenciado. Acreditamos muito que o Presidente Pedro Proença tem essa capacidade, tem essa competência, tem essa visão de multiplicar todo o potencial do futebol português tem e hoje estamos aqui olhar para o futuro. Nós temos uma bandeira que é ‘Portugal tem talento’ e é nessa perspetiva que Pedro Proença assuma a presidência da Federação.»

Qual vai ser o seu papel na Federação: «É verdade que eu tive muitos anos, desde os 15 anos que estive na Federação Portuguesa de Futebol, são 20 e muitos anos de Federação, conheço muito bem a casa, tive o privilégio também de jogar com muitos jogadores que ainda estão aqui na Seleção A, portanto o que é que eu vou fazer? Trabalhar, acima de tudo trabalhar e eu sempre disse que para estar aqui no futebol quero estar de uma forma positiva, aportar algo ao futebol, aportar seja à Seleção Nacional, seja ao futebol português no geral, aquilo que o Presidente achar ou onde achar que eu sou um elemento positivo, é aí que eu me vou encaixar.»

O que podem os adeptos esperar desta nova Federação? Acima de tudo o objetivo é unir, unir tudo aquilo que são estas desavenças que têm existido no futebol português. O futebol transformou-se em algo importante para a economia do país e é um produto que tem que ser cuidado, valorizado, cuidado e cuidar do produto é unir com todas as rivalidades que terão sempre que existir - que é isso que transmite toda a paixão ao futebol e é isso que faz com que os adeptos vivam o futebol tão intensamente - mas paralelamente a essa rivalidade tem que haver uma união muito, muito sólida à volta do futebol porque nós não somos muito grandes, mas temos muito talento e temos muito valor e temos que unir esforços para que este nosso futebol tenha uma imagem diferente, mais valorizada. 

As expectativas é que têm para este mandato e que mudanças é que espera haver no futebol português? A expectativa é muito alta, há uma base, mas também ao mesmo tempo há uma visão, há uma visão muito grande e muito positiva em relação àquilo que pode ser o futuro da seleção portuguesa, do futebol português, há muita ambição de colocar a Seleção ainda num patamar superior, porque acreditamos muito que Portugal tem potencial para estar num patamar superior.