«Só tenho de agradecer ao Sporting, o que aconteceu depois fica para quem esteve lá»

Rui Patrício diz que agora sofre mais pelos leões, no papel de adepto

Rui Patrício é o convidado da estreia da quarta temporada do videocast ‘90+3’, transmitido esta terça-feira n’A BOLA TV.

O antigo guarda-redes fez uma viagem pela carreira, com destaque natural para os anos passados ao serviço do Sporting, assumindo que um dos maiores orgulhos da carreira foi ter chegado a capitão do emblema leonino.

«Para um sportinguista como eu, no clube desde os 12 anos, é o ponto alto para qualquer miúdo que cresce ali, que aprender a amar aquele clube. Ser capitão, ganhar títulos, ser o segundo jogador com mais jogos… é um orgulho para mim», referiu Rui Patrício

«Adoro ver os jogos do Sporting. Sofro muito mais agora do que sofria, porque precisava de um equilíbrio levezinho em campo. Sem dúvida que um dos meus maiores orgulhos foi ter representado o Sporting tantos anos. Sou sportinguista e vou sempre defender o clube com unhas e dentes. Quando tiver uma discussão aí com um amigo, agora já sou adepto fervoroso e posso chatear-me quando as coisas não correm bem», acrescentou o antigo guarda-redes, que desvalorizou a polémica saída após o ataque à Academia de Alcochete. «Eu só tenho de agradecer ao Sporting. Por tudo o que fez por mim, pela pessoa que eu sou. Isso é o mais importante. O que aconteceu depois, e como aconteceu, fica guardado para quem esteve lá, para quem sabe o que se passou», finalizou.

Rui Patrício falou depois da Seleção e recordou a conquista do título europeu em 2016: «É engraçado: lembro-me de sair para o aquecimento, e depois ir para o jogo, e sentir uma leveza muito grande. Não sou o único a dizer isso. Quem fala desse jogo da final, quem jogou, diz o mesmo. A leveza que havia… não sei. Senti-me como se estivesse a treinar.»

Seis anos depois, Rui Patrício entregou a baliza da equipa das quinas a Diogo Costa com toda a naturalidade: «Quando eu comecei a jogar foi o Eduardo que saiu, e ele sempre apoiou, sempre esteve lá para mim. Ou seja, eu fico triste e chateado, mas com o exemplo dele era impossível eu ficar chateado e amuado. Felizmente tive grandes exemplos do que é o respeito, do que temos de fazer para ajudar quem vai jogar. Quando o Diogo começou a jogar, disse-lhe para dar o seu melhor, que estávamos lá para ele. Isto sempre foi assim. Um dia o Diogo vai deixar de jogar, vem outro guarda-redes, e vai ser assim o ciclo», afirmou.

O antigo internacional português falou também de Cristiano Ronaldo, para destacar o profissionalismo do capitão da Seleção: «Mesmo quando temos aqueles momentos em que pensamos: “Hoje não vou fazer isto, estou cansado”. Ele, a nível mental, consegue ultrapassar isto tudo, consegue estar sempre focado, sempre no red line. O empenho que ele tem, o cuidado, o nível de descanso, de recuperação.. O que é preciso para estar na alta competição? É o que ele faz».

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