Ricardo Horta: «É necessária uma mudança de mentalidade»
Ricardo Horta insistiu na necessidade de uma mudança de mentalidade no SC Braga. O capitão foi o jogador escolhido para fazer a antevisão do jogo com o Gent, da Liga Conferência, sentado ao lado do novo treinador, Franclim Carvalho, e também do presidente António Salvador, que explicou o despedimento de Carlos Vicens e colocou também parte da responsabilidade da ‘chicotada’ no plantel.
«Estas trocas de treinador são sempre algo diferente para os jogadores. Temos alguns jogadores novos, pode causar algo, mas já conhecemos o mister, conhecemos a sua foma de trabalhar. Esteve aqui como adjunto, mas desde as primeiras horas dá para perceber que a personalidade não mudou. Exigência foi a palavra mais usada no primeiro treino,. O que posso prometer, aquilo que queremos, é dar uma resposta. Não temos mostrado aquilo que o clube exige. Queremos dar uma resposta, temos qualidade para isso, é apenas uma mudança de mentalidade», referiu Ricardo Horta.
O avançado lembrou que Franclim Carvalho já era «muito exigente nos treinos», nos tempos de adjunto de Artur Jorge, e também destacou a frontalidade. «As memórias são boas, pois conquistámos um título e jogámos a Liga dos Campeões. Pessoalmente, nunca tinha jogado essa competição, era um sonho. Foi muito bom cumprir esse objetivo aqui no SC Braga. E sabendo que os três primeiros classificados têm a possibilidade de disputar essa competição, tudo faremos para lá estar no próximo ano», acrescentou ainda
Se António Salvador e Franclim Carvalho optaram por não traçar objetivos concretos, sem fugir à exigência do clube, Horta foi mais concreto ao falar do apuramento para a Champions: «Enquanto for matematicamente possível…»
«A insatisfação dos adeptos é normal. O SC Braga é um clube exigente, temos de saber lidar com isso. O ano passado tivemos momentos muito bons, este ano não tanto. Muitas vezes a bola não entrava. Um clube vive de resultados, um treinador vive de resultados. Só ganhámos um jogo dos últimos seis. Não pode voltar a acontecer. O grupo está ciente disso. Tem de surgir uma resposta já amanhã, uma mudança de mentalidade», reforçou.
Questionado sobre qual o papel que espera assumir, no plano tático, com Franclim Carvalho, Ricardo Horta respondeu com boa disposição: «Acho que o mister pode tirar o melhor de mim, das minhas características. Desde que ele me ponha a jogar vai estar tudo perfeito.»