Justin Kluivert marcou o primeiro golo do Bournemouth - Foto: IMAGO

Pesadelo para Amorim: foram três, podiam ter sido mais (crónica)

Bournemouth vence o Milan por 3-0 numa péssima noite dos 'rossoneri' e no regresso do treinador português a Inglaterra

O Bournemouth venceu o Milan por 3-0, na noite desta quinta-feira, em casa, em jogo a contar para a terceira jornada da UEFA Europa League, e juntou-se ao grupo de equipas que soma nove pontos em três jogos da prova, incluindo o Benfica. Noutras palavras, assume-se como um dos candidatos à conquista do troféu.

Com António Silva no onze, os cherries foram dominadores logo nos primeiros minutos, pressionando muito alto e criando muitas dificuldades nos médios da formação de Ruben Amorim, com evidentes dificuldades em rodar o jogo e criar roturas nas linhas de pressão contrárias.

Sem Gonçalo Ramos para baixar e associar-se aos médios como tão bem sabe fazer, Ruben Amorim não encontrou ninguém capaz de ligar o jogo. O resultado foi uma equipa sem uma ideia clara do que estava a fazer, incapaz de desenhar uma jogada com princípio, meio e fim.

Tudo o contrário do que a formação de Marco Rose sabe e pode fazer. Acabou por ser fácil provocar erros defensivos no Milan. Como o corte com a mão de De Winter, que redundou no penálti executado por Justin Kluivert, aos 8'.

Mas o pior estava para vir: numa das infinitas lutas posicionais na pequena área na sequência de um canto, o guarda-redes do Milan, Mike Maignan, perdeu a noção do básico e colocou as duas mãos na cara de Tyler Adams, num gesto considerado pelo árbitro como agressão. E justamente. Vermelho, penálti, golo de Tavernier. Aos 32', o Milan parecia uma equipa condenada a ser goleada.

Felizmente para a turma italiana, o Bournemouth tem pela frente um jogo frente ao Man. United para a Premier League no fim de semana e começou a gerir a partir daí. Mas sem nunca permitir que o adversário colocasse o pé em ramo verde.

Amorim mudou ao intervalo. Ao colocar Rabiot e Bartesaghi, consegui pelo menos estancar a pressão dos ingleses. Mas não era capaz de criar sequer um lance de perigo na área adversária. Os cherries, por sua vez, iam mantendo longas posses de bola com calma, mandando na partida a seu bel-prazer, falhando apenas na concretização.

Mas com tantos e tão bons protagonistas - e, fundamentalmente, cheios de confiança - o perigo podia surgir a qualquer momento. E num livre descaído para o lado esquerdo, Amine Adli fez a curva perfeita de pé esquerdo, no melhor golo da noite. Por essa altura, Ruben Amorim foi visto a soltar um sorriso irónico que escondia provavelmente muita fúria e frustração neste seu regresso a Inglaterra. Os números são mentem: 20-3 em remates, 7-0 enquadrados.

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