Lionel Messi no Hotel de la Reconquista, em Oviedo, para participar na edição de 2026 dos Prémios Princesa das Astúrias
Lionel Messi no Hotel de la Reconquista, em Oviedo, para participar na edição de 2026 dos Prémios Princesa das Astúrias

Messi recorda anos dourados no Barcelona e quer ser recordado como «um grande desportista»

Argentino vai receber Prémio de desporto Princesa das Astúrias

Na véspera de ser galardoado com o Prémio Princesa das Astúrias do Desporto de 2026, Lionel Messi recordou com nostalgia a era vitoriosa no Barcelona e o auge vivido na conquista do Campeonato do Mundo de 2022 com a Argentina.

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O argentino de 39 anos, atualmente ao serviço do Inter Miami, nos Estados Unidos, concedeu uma entrevista à agência EFE, em Oviedo e, estando em Espanha, era impossível não falar do Barcelona, salientando a cumplicidade que reinava no balneário e a forma descontraída com que a equipa encarava a competição. «Tivemos a sorte de ganhar tudo e também da maneira como o fizemos, como gostávamos de jogar, de vencer, de conquistar coisas importantes, mas, sobretudo, de como aproveitávamos o dia a dia, os treinos. Divertíamo-nos muito», vincou o avançado, sublinhando o privilégio de ter partilhado o terreno de jogo com referências como Xavi, Iniesta e Puyol. Foi também na cidade de Barcelona que nasceram os seus três filhos, mantendo uma forte ligação afetiva à região.

Apesar da vasta lista de troféus em Espanha, Messi colocou a vitória no Mundial do Qatar num patamar distinto. O triunfo sobre a França, selado nas grandes penalidades após um emotivo empate a três golos, superou qualquer ambição de infância. «Vencer o Mundial de 2022 com a Argentina foi o culminar da carreira com algo que era mais do que um sonho», assumiu, considerando que os golos apontados nessa final figuram entre os mais determinantes do seu percurso «pelo significado, pelo momento e pelo encontro que era».

Questionado sobre o legado que pretende deixar, Messi, que há dias de despediu da seleção argentina, apontou à simplicidade. «Umas vezes consegui e outras não, mas nunca deixei de tentar ganhar tudo o que tinha pela frente», frisou, sublinhando a vontade de ser lembrado simplesmente «como um grande desportista» que perseguiu as suas metas, alertando em simultâneo para o talento desperdiçado por falta de oportunidades no desporto.

Durante a conversa, o camisola 10 recordou igualmente os conselhos de Jorge Messi, o seu pai, falecido em agosto. O jogador revelou que debatiam frequentemente os lances após os treinos e encontros, destacando uma lição que levou para a vida: «Que eu pegasse na bola e tentasse, desse certo ou errado, que não ficasse preso àquilo, porque sempre havia mais uma jogada.»

A cerimónia oficial da entrega da distinção decorre esta sexta-feira em Oviedo, sob a presidência dos reis de Espanha. Com este galardão, Lionel Messi junta-se a uma lista restrita de individualidades já premiadas, tais como Rafael Nadal, Serena Williams, Carolina Marín, Eliud Kipchoge, Lindsey Vonn, os irmãos Pau e Marc Gasol e o antigo piloto Michael Schumacher.

Ao abordar a atribuição do Prémio Princesa das Astúrias, Lionel Messi considerou ser «um privilégio» passar a integrar a restrita lista de desportistas já galardoados com a distinção.

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