Marco Silva conversa com El Karouani no fim do jogo — Foto: Lusa/EPA
Marco Silva conversa com El Karouani no fim do jogo — Foto: Lusa/EPA

Justiça, pasmaceira, Manu e Anísio — tudo o que disse Marco Silva

Treinador do Benfica desvaloriza liderança na Liga Europa

— Que análise faz ao jogo?
— Foi uma vitória totalmente justa da melhor equipa e da equipa que também tinha mais condições para o ser. Voltámos a ter duas entradas fortes, na primeira e segunda partes. No primeiro tempo não tivemos muitas oportunidades, mas depois do primeiro golo o jogo estava completamente do nosso lado e controlado, com o adversário sem capacidade de provocar alguma coisa. A partir dos 20 minutos começámos a falhar, a perder bolas sem o adversário forçar e o adversário começou a acreditar. Demos-lhes essas condições para acreditar. Vieram alguns erros que não podem ser normais e sofremos o golo. Retificámos ao intervalo e fizemos os jogadores entender que não podemos deixar o jogo cair numa pasmaceira. Fizemos a segunda parte mais ao nosso nível, com o jogo controlado, mas muito mais intensos, objetivos e, acima de tudo, objetivos. Criámos muito mais oportunidades, a reação na segunda parte foi muito boa. Já dei os parabéns aos jogadores por mais três pontos nesta competição e temos de continuar o nosso caminho.

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— O que vale liderar a classificação da Liga Europa?
— Neste momento não vale muito. São três jogos e três vitórias, não vale muito mais que isso. Temos o objetivo da qualificação direta e estar numa posição que nos permita não ter mais dois jogos. Olharemos para cada jogo como três pontos para conquistar, independentemente de rodarmos mais ou menos, com a ambição de fazer as coisas bem e continuarmos a melhorar como equipa. Já estou a pensar em recuperar os jogadores o melhor que possível porque temos um jogo muito importante nos Açores.

— Como analisa a exibição de Manu?
— Teve uma lesão grave e quebrou o momento dele. Tem sido mais difícil recuperar, a concorrência é forte, este ano possivelmente ainda mais, por termos contratado o João Palhinha. Sabe que tem de continuar a trabalhar forte, começou a época a titular com o St. Gallen. Começou bem o jogo, teve papel fundamental no primeiro golo, na forma como faz aquele apoio por trás da primeira linha de pressão do adversário. Nos últimos 25 minutos, não foi só ele, foi a equipa. Falhámos alguns passes e ele começou a perder confiança. Cresceu novamente no princípio da segunda parte. Temos de continuar [a dar-lhe oportunidades], ele também justificar minutos para recuperar de vez, principalmente a condição física.

— Depois desta Liga Europa que tem sido um mar de rosas, regressar ao campeonato é também cair na realidade das dificuldades da temporada?
— É a nossa realidade. Fizemos o nosso trabalho e bem. Começámos a Liga Europa contra dois adversários bem difíceis. Depois, esta fase de liga tem deste tipo de jogos, com viagens longas e jogos nos quais somos claramente favoritos no papel. Há que encarar estes jogos de uma forma séria, com a ambição e concentração certas. Os jogadores também percebem que somos melhores, que estamos a dominar o jogo e é importante não perder aspectos fundamentais do nosso jogo.

— Anísio estreou-se. É sinal também que todos contam?
— Sim, sem dúvida. Não é que não tenhamos confiança no Anísio mas esperava mais um golo [para fazer mais substituições] para fazer gestão de alguns dos jogadores mais utilizados. Tinha pensado lançar o Anísio para lhe dar  alguma experiência de jogo internacional. Será sempre muito mais fácil ir lá para dentro quando o jogo está minimamente controlado, para ter o espaço e a tranquilidade necessários para crescer.

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