Jorge Braz dá o mote para jogo na Roménia: «Não vai dar para desligar»
A Seleção Nacional de futsal prepara-se para mais um desafio de qualificação para o Mundial e o foco está exclusivamente na conquista de mais três pontos na visita ao reduto da Roménia.
Na antevisão ao confronto, o selecionador nacional, Jorge Braz, alertou para as exigências do adversário e apontou o caminho para o triunfo: intensidade máxima do primeiro ao último minuto.
«A Roménia é uma equipa habituada a estar em fases finais dos Europeus, falhou o último apenas no play-off. Esse é o patamar onde eles estão, nível muito interessante. É uma equipa muito experiente, organizada e que sabe muito bem o que faz em determinados momentos do jogo. Conhecemo-los muito bem. Independentemente das qualidades que eles têm, temos de contrariar isso claramente», começou por analisar.
Guarda-redes: André Correia (Benfica), Diogo Basílio (Eléctrico) e Guilherme Cintra (Leões Porto Salvo);
Fixos: André Coelho (Benfica) e Tomás Paçó (Sporting);
Fixo/Ala: Afonso (Benfica);
Alas: Diogo Santos (Sporting), Pauleta (Napoli Futsal, Itália), Silvestre, Lúcio Rocha, Pany Varela, Kutchy (todos do Benfica) e Rúben Teixeira (Sporting);
Pivôs: Rúben Góis (Benfica) e Hugo Neves (Napoli Futsal, Itália)
O líder da equipa técnica nacional fez questão de sublinhar a importância de manter os níveis de concentração elevados do princípio ao fim: «Este jogo na casa da Roménia, neste pavilhão, temos de competir muito bem, com concentração e intensidade durante os 40 minutos. Não vai dar para desligar. A Roménia compete muito bem, especialmente aqui. Vamos ter de manter o foco, a intensidade e a concentração durante todos os momentos do jogo. Vamos ter de estar sempre ligados e competir a um nível altíssimo.»
«No último jogo conseguimos corrigir e virar o resultado. Aqui será certamente mais difícil numa situação dessas. Estamos habituados a contrariar momentos e adversidades que acontecem, isso faz parte. Não basta entrar à Portugal, terá de ser entrar, jogar e terminar à Portugal. Vamos ter de competir muito bem perante esta Roménia experiente, organizada e que gere bem os momentos. Em casa, eles fazem sempre resultados interessantes», acrescentou.
Nem o previsível ambiente adverso nas bancadas intimida o técnico das quinas: «O que gostamos é este tipo de ambientes. É muito bom quando temos todos a gritar por Portugal, mas o futsal merece isto em todo o lado, pavilhões cheios e com muito entusiasmo. Vão estar muitas pessoas a apoiar a Roménia, mas estarão certamente alguns portugueses aqui connosco. Nós vamos viver nos 40mx20m, manter o nosso foco em campo e nas nossas tarefas.»
Rúben Góis aponta à identidade lusa
Por sua vez, o pivô Rúben Góis destacou a capacidade atlética dos romenos, frisando a importância da consistência ao longo do encontro: «Sabemos a dificuldade do jogo, a Roménia tem uma equipa fisicamente forte e individualmente tem as suas valências e as suas qualidades. O segredo passa muito por continuarmos a ser Portugal durante os 40 minutos, isso vai ser decisivo.»
Apesar de um início menos conseguido na partida transata, o jogador salientou a capacidade de superação do coletivo: «Não entrámos muito bem no primeiro jogo. Há sempre coisas a melhorar, mas o que ficou do último jogo, para além da vitória, foi a atitude, a reação e o foco para darmos a volta. Jogam em casa, todos os jogos que vimos deles existe sempre um grande apoio, com pavilhões cheios. A equipa procura crescer com o apoio dos adeptos. Nós estamos preparados, estamos mais que habituados a jogar nestes ambientes. Sendo Portugal durante os 40 minutos estamos mais perto da vitória, claramente.»
Rúben Góis não escondeu também a satisfação de representar a equipa das quinas nesta caminhada: «Estou muito feliz por estar aqui, tal como todos os meus colegas. É um motivo de grande orgulho estarmos aqui todos novamente reunidos nesta qualificação. Sabemos muito bem para onde queremos ir, com um grande orgulho de representar Portugal.»