Rúben Dias envergou a braçadeira de capitão - Foto: IMAGO

Esperança para o Arsenal: Man. City perde pontos pela primeira vez

Rúben Dias foi titular na derrota por 1-2 dos 'citizens' no Villa Park. Nicolás Jackson, na frente, e Suzuki, na baliza, brilharam

À oitava jornada, o Manchester City ficou a saber o que é perder pontos na edição 2026/27 da Premier League. A equipa de Rúben Dias, titular e capitão, e Matheus Nunes, que está a recuperar de lesão, saiu derrotada por 1-2 da visita ao Aston Villa.

Não foi ter mais bola que deu a quarta vitória e o sétimo jogo sem perder seguidos aos villans, mas sim uma capacidade defensiva de alto nível. A equipa de Birmingham quase anulou Haaland e Suzuki esteve em grande plano na baliza. A esse aspeto aliou-se a grande eficácia de Nicolás Jackson, que fez os dois golos do anfitrião frente ao desinspirado líder.

Seis minutos bastaram para que uma má receção de Guéhi permitissem que McGinn lançasse Jackson no contra-ataque. O avançado enfrentou a defesa e, com um potente remate, colocou os anfitriões em vantagem. A ganhar, a equipa de Unai Emery colocou-se numa linha mais recuada e cerrou os caminhos para a baliza.

Os comandados de Enzo Maresca tiveram muita posse e até algumas iniciativas de ataque, mas tardaram em conseguir finalizar com perigo, muito devido à muralha erguida pelos villans. Rayan Cherki foi uma sombra do que costuma apresentar (e saiu ao intervalo), Enzo Fernández não conseguiu as aproximações à baliza que costuma ter e Haaland, no primeiro tempo, nem apareceu.

Foi sobretudo pelas alas que o City criou perigo neste período. Iliman Ndiaye, pela direita, e Jérémy Doku, pela esquerda, foram causando problemas constantes. Mas quando a linha mais recuada dos homens da casa se tornava permeável, aparecia Suzuki. O guardião japonês foi uma das grandes figuras da partida ao parar quase tudo o que a ele chegou. Voou para impedir que o extremo direito marcasse no primeiro tempo, parou o remate de longe de Khuanov e quando o belga, pelo lado esquerdo, serviu para Cherki e Gvardiol marcarem, dois grandes reflexos impediram que os citizens marcassem.

Com 1-0 se chegou ao intervalo e se o segundo tempo começou com o inverso do que sucedeu a abrir o primeiro. Aos 52', Ndiaye cruzou e, desta vez, Haaland apareceu mesmo, para cabecear sem hipóteses e fazer o empate. O golo galvanizou os skyblues, que, sobretudo pela esquerda, tentaram chegar ao golo.

A precisar de mais força no ataque, Unai Emery lançou Mbaye e foi imediatamente feliz. À hora de jogo, Nicolás Jackson serviu o extremo senegalês, que cruzou rasteiro para o compatriota finalizar na área. Donnarumma podia e devia ter feito melhor, mas não conseguiu evitar o bis do antigo avançado do Chelsea.

Se o golo marcado deu ímpeto ao City, o golo sofrido tirou-o. Não mais conseguiram os visitantes chegar com tremendo perigo à baliza adversária. Se por um lado se pode dizer que, pelas ocasiões anteriormente somadas, os citizens podiam merecer outro desfecho, também há que dar mérito à capacidade defensiva dos anfitriões, que impediram o líder da Premier League de chegarem a mais um golo. Mais uma vitória para o Villa, que conquistou pontos importantes, e o líder do campeonato coloca-se em posição de ser alcançado pelo Arsenal.

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