Aursnes sobre como é ser o sucessor de Otamendi com a braçadeira de capitão do Benfica

Como é ser capitão do Benfica e prioridade à Liga ou à Liga Europa: tudo o que disse Aursnes

Jogador do Benfica em conferência de imprensa

Fredrik Aursnes, jogador do Benfica, fez a antevisão ao jogo com o Omonia, no Chipre, duelo da terceira jornada da UEFA Europa League, esta quinta-feira. Uma conversa com os jornalistas mais curta que o habitual, já que a equipa ainda tem de viajar esta tarde.

— A propósito do Omonia, eles têm seis pontos das duas vitórias nos dois primeiros jogos. O que espera amanhã no Chipre?

— Espero um jogo difícil, honestamente. Acho que estão a sair-se bem, venceram dois jogos, especialmente contra o Celta, o que parece impressionante. Foram campeões de Chipre na época passada e, sim, sinceramente espero um jogo difícil. Têm um bom treinador (Henning Berg) com boas ideias, por isso vamos ver amanhã como corre, mas claro que gostaríamos de vencer o jogo.

— Com a saída do Otamendi, é agora o capitão. Como se sente nesse papel, o que significa para si, e se acha que, com a chegada do João Palhinha, ele é como um capitão sem braçadeira em campo?

— Ser capitão é algo um pouco novo para mim, mas acho que... Não quero mudar nem ser algo que não sou, por isso tento ser natural e eu próprio, e tento liderar da melhor forma, sabendo que é mais responsabilidade. É uma honra ser um dos capitães do Benfica. O João Palhinha, desde que chegou, quem o vê em campo mostra as suas qualidades e, com certeza, é um jogador muito importante para nós.

— Já jogou em várias posições, a número 8 em posse e num duplo pivô com o Palhinha sem posse. Que dinâmicas procura criar quando aparece nessa posição mais avançada pelo meio?

— Acho que procuro criar boas dinâmicas no lado direito, como no último jogo com o Alex [Bah] e o Dodi [Lulebakio]... Tento equilibrar um pouco entre jogar nas costas da defesa/entre linhas e ter um papel mais de equilíbrio. Acho importante conseguir ser uma ameaça um pouco mais atrás nas costas da defesa e entre linhas, e não estar sempre a recuar tanto. Tento encontrar esse equilíbrio entre as duas coisas e ter uma boa dinâmica e ligação com os outros dois jogadores do lado direito.

— Como vê e enfrenta a Liga Europa este ano: é uma prioridade vencer a competição ou a Liga é a principal prioridade? E sendo norueguês, conhecer o treinador Henning Berg ajuda-o a perceber o tipo de jogo que vai enfrentar amanhã?

— Acho que gostaríamos de nos sair bem em ambas, por isso não sinto que priorizemos uma ou outra. Sinto que conseguimos gerir bem ambas. Conheço o Henning Berg como treinador e acredito que é um excelente treinador. Tenho de dizer que estou muito impressionado com o que ele fez como treinador nos últimos anos. Tenho um enorme respeito pelo que ele fez pelo Omonia.

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